domingo, 19 de outubro de 2008

MEZUZÁ


01 Estas quatro parchiôt, que são: "Qadech li..." (Ex 13:2), "Vehaiá ki ieviakhá..." (Ex 13:11), "Chemá'..." - Dt 6:4 e "Vehaiá im chamô'a..." (Dt 11:13), são as que se escrevem separadamente [do corpo da Torá] e, cobertas com pele, são chamadas "tefilin". Colocam-se sobre a cabeça, e amarram-se sobre o braço. Até mesmo a pontinha de um "iod" (é) de qualquer das quatro parchiôt invalida a todas [em concernência ao preceito de tefilin], segundo a Torá, sendo necessário que estejam escritas em plenitude, e de acordo com suas regras.
02 Similarmente, ambas as parchiôt da mezuzá, que são "Chemá..." (Dt 6:4) e "Vehaiá im chamô'a..." (Dt 11:13) - mesmo uma única letra de uma das duas parchiôt, caso falte uma pontinha dela, invalida [esta falta o cumprimento deste preceito] por determinação da Torá, sendo necessário que estejam escritas em sua plenitude. Assim também um sêfer Torá no qual falte uma letra, é passul.
03 Dez pormenores existem nos tefilin, todos eles sendo halakhá le-Mochê mi-Sinai, todos eles invalidam [o cumprimento do preceito], portanto, se mudou algum pormenor dos dez, os tefilin são inaptos (pessulôt). Dois [destes pormenores] relacionam-se à escrita, e oito, à cobertura [dos pergaminhos escritos] e ao amarrar de suas tiras. São as duas em sua escrita, que estejam escritos com tinta, e que estejam escritos em pergaminho.
04 Como é o feitio da tinta? - reúne-se os [resíduos de] fumaça de óleos, ou de piche e cera, ou similares, mistura-se [este extrato] com resina de árvores e um pouco de mel, deixando-os de molho por muito tempo, amassando-os bem até que se façam partículas, após o que deixam-no secar e guardam-no em secreto. No momento de escrever, deve umedecê-lo em mê-'afatsá e escreve com ele, que se apagá-lo, apaga-se. É esta a melhor forma do cumprimento deste preceito que se escreva com isto rolos da Torá, tefilin e mezuzôt, mas, se escrevera com mê-'afatsá e calcanatos, cuja tinta subsiste e não pode ser apagada, estão kecherim.
05 Que, então, exclui a halakhá dita a Moisés no Sinai, ao dizer que devem ser escritos com tinta? - exclui as demais cores, como por exemplo, o vermelho, o verde, e similares - que caso haja escrito nos sefarim, nos tefilin ou nas mezuzôt mesmo uma única letra com outras cores, ou com ouro - estão invalidados [para o cumprimento do preceito respectivo a cada um].
06 As peles são três: gevil, qelaf e dokhsostos. Como? - toma-se a pele animal, tira-se o pelo, depois salga-se, e curte a pele com farinha, e depois em afatsá, e similares, coisas que apertam a pele e tornam-na mais forte; isto é o que chama-se gevil (1 na gravura).
07 Tomando-se a pele após a retirada do pêlo, dividindo-a em duas partes, como solem fazer os curtidores, até que se façam duas peles, uma fina, que é a que se acha diante do pelo, e outra grossa, que é a que se achava perante a carne - curtindo-a com sal, depois com farinha, e após, com 'afatsá, ou similares - o lado que se achava diante do pêlo (2 na gravura) é chamado "dokhsostos", e o que diante da carne (3 na gravura), chama-se "qelaf". (aperte):
08 Halakhá desde Moisés no Sinai: sêfer Torá escreve-se em "gevil", e escreve-se no local onde crescia o pêlo; tefilin, escreve-se em "qelaf", e devem ser escritos no local onde antes era a [ligação com] a carne. Mezuzá escreve-se em "dokhsostos", no lugar onde crescia o pêlo. Quanto a todo o que escrever tefilin no "qelaf" onde antes crescia o pêlo, que escrever no "gevil" ou no "dokhsostos" onde antes era [o lado da] carne, torna inapto [o objeto feito para o cumprimento do preceito para o qual designar-se-ía].
09 Apesar de ser assim a halakhá leMochê miSinai, caso haja escrito o sêfer Torá em "qelaf", está apto para uso, pois não foi dito "gevil" senão para excluir o "dokhsostos", que se nele for o sêfer Torá escrito, está inválido. Similarmente, caso haja escrito a mezuzá em "qelaf" ou em "gevil", está kecherá; não foi dito sobre "dokhsostos", senão preceitualmente.
10 Não se escreve sefarim, tefilin ou mezuzôt em pele de animais ou aves impuros, mas escreve-se em pele de animais ou aves puros, mesmo em nevelôt ou terefôt dentre eles. Não escreve-se, porém, na pele de peixe [mesmo que seja] puro, pois sua infectuosidade não desaparece com o curtimento.
11 "Gevil" para sêfer Torá, "qelaf" para tefilin e para sêfer Torá, precisam ser trabalhados desde o princípio para tal fim, e se não foi trabalhado para tal, são "pessulim". Portanto, se o gentio trabalhara as peles, são pessulim, mesmo no caso de havermos dito que trabalhasse tal pele com a finalidade de que fosse escrito nela um sêfer Torá, ou tefilin, pois o gentio faz por sua própria conta, e não segundo a intenção do que o contrata. Portanto, todo caso no qual se faça mister a ação em propósito determinado, caso o gentio haja feito, [o fruto desta ação] é passul. Quanto à mezuzá, não necessita trabalho pré-determinado.
12 Halakhá leMochê miSinai: não se escreve sêfer Torá senão com "sirtut", mas tefilin não necessitam "sirtut", por serem [seus pergaminhos] cobertos. E, é permitido escrever tefilin e mezuzôt sem copiar diretamente do escrito, pois todos lêem [sempre] essas parchiôt. Mas quanto ao sêfer Torá, é proibido escrever nele mesmo uma única letra que não seja copiada de um [sêfer] escrito.
13 Sêfer Torá, tefilin e mezuzôt que foram escritos por um "min", devem ser queimados. Se foram escritos pelo gentio, pelo israelita "mechumad", pelo "mosser", por um escravo, por uma mulher ou por um menor, são pessulim, e é necessário que sejam colocados em "genizá", pois está escrito: "as atarás... e as escreverás..." - Dt 6:8,9 - Dt 11:18-20 - todo o que foi advertido acerca do atar, e nela crê, [somente] este pode escrever. Se acharam-se em poder de um "min", e não sabe-se quem escreveu, devem ser postos em genizá. Se, porém, acharam-se em poder de gentios, são kecherim. Não se pode comprar sefarim, tefilin e mezuzôt de goim a mais que seu custo comum, para não acostumar os gentios a roubá-los ou a assaltá-los.
14 Sêfer Torá, tefilin ou mezuzôt que foram escritos em pele de animais ou aves impuros, ou em peles que não foram trabalhadas para tal propósito, são pessulim.
15 Se alguém escreve sêfer Torá, tefilin e mezuzôt, e ao escrever não teve intenção, escrevendo um dos Nomes Divinos que nele acham-se sem que sejam por si próprios, estão pessulim. Portanto, mesmo que um rei de Israel o cumprimente, não responda. Caso estiver escrevendo dois ou três Nomes [Divinos] - pode interromper entre um e outro, e responder.
16 Se imergiu a pena para escrever o Nome, não comece da [primeira] letra do Nome [Divino], mas sim da [última] letra [da palavra] que antecede o Nome. Em caso de haver esquecido de escrever o Nome, deve escrevê-Lo entre as linhas [escritas], mas uma parte do Nome em uma , e a outra em outra, é passul. Quanto às demais palavras, caso haja esquecido, pode escrever parte dentro da linha, e a outra parte acima dela. Mas nos tefilin e nas mezuzôt, não pode-se escrever entre linhas nem mesmo uma letra. Se esqueceu uma só letra, deve colocar tudo o que escrevera em genizá, e escrever outra vez. E, é permitido escrever o Nome [Divino] no local raspado, ou no local apagado, em todos eles.
17 Os escritores de Sêfer Torá, tefilin e mezuzôt, é-lhes proibido que entornem a "ieri'á" sobre sua face, podendo somente cobrir com um tecido, ou enrolar.
18 O sêfer Torá, os tefilin ou as mezuzôt cujo escritor haja dito que não escrevera os Nomes [Divinos] por eles mesmos, não é fidedigno para torná-los pessulim, mas o é para perder seu pagamento [que recebera por eles]. E, por que razão não o é para torná-los pessulim? Porquanto pode ser que não haja intencionado senão de causar ao comprador, ou ao que o contratara, pensando que com tal afirmativa não perde senão o pagamento dado pela escrita dos Nomes [Divinos]. Portanto, se disse estes tefilin, ou este sêfer Torá (*), não foram suas peles trabalhadas desde seu princípio com tal finalidade, já que por ser fidedigno em perder [com com esta afirmação] todo seu pago, é fidedigno também em declará-los pessulim, pois é sabido de todos que se as peles não foram trabalhadas com tal finalidade de que sejam escritos sifrê Torá e tefilin, não há pagamento para ninguém.
19 Não escreve-se tefilin e mezuzôt senão em "ketav achuri". E, permitiram que os sefarim sejam escritos em grego, somente. Quanto ao grego, já desaparecera do mundo, complicara-se e se perdera, pelo que atualmente não escreve-se senão em "achuri".
20 E, é necessário ser meticuloso ao escrever, cuidando que não ligue-se uma letra a outra, pois toda letra que não é circundada pela pele por todos os seus quatro lados, é pessulá, e toda letra que não possa ser lida por um menino que não seja nem sábio nem estulto, é pessulá. Portanto, é necessário que tome-se cuidado com as formas das letras, que não se assemelhem a letra iod (é) à waw (å), nem a waw à iod, a kaf (ë) à bet (á), ou bet à kaf, a rech (ø) à dal (ã), ou a dal à rech.Assim, tudo o que se assemelhe a estes casos, até que esteja o leitor lendo com rapidez.
21 Pele na qual haja um orifício, não escreva sobre ele. E, todo orifício no qual a tinta se sustenta [tapando-o], não é [considerado] orifício, sendo permitido escrever sobre ele. Por isto é permitido escrever em pele de ave que foi trabalhada. Se na pele foi feito um orifício após a escrita, se o orifício encontra-se no espaço interior de uma letra como a letra hê (ä) ou a letra mem (î,í),ou demais letras, é cacher. Se o orifício se fizera na perna de uma letra cortando-a, se ficou dela o tamanho de uma letra pequena,é cacher, desde que não se assemelhe a outra letra. Se não restou dela o tamanho de uma letra pequena, é pessulá.
Capítulo 2
01 Como se escrevem os tefilin? - os da cabeça, escrevem-se quatro parchiôt em quatro pergaminhos, enrola-se um por um à parte, e introduz-se em cada um dos quatro compartimentos que são unificados em uma única pele. E o do braço, as quatro parchiôt escrevem-se em quatro colunas, em um único pergaminho, enrolando-o após como se enrola o sêfer Torá, introduzindo-o a seu invólucro unitário.


02 É necessário [ao escrever] que tenha-se cuidado com as parchiôt, pois se escrever a "parachá setumá" como "parachá petuĥá", ou "petuĥá" como "setumá", tornará os tefilin "pessulim". As três primeiras parchiôt são todas petuĥôt, e a última, que é "Vehaiá im chamôa..." - (Dt 11:13-21), é setumá.
03 É necessário cuidar entre "malê" e "ĥasser", que estejam escritas exatamente como encontram-se escritas na Torá já verificado, pois se escrever "malê" em lugar de "ĥasser", está [a escrita] pessulá, até que apague a letra que há a mais. Se, porém, em lugar de "malê" escreveu "ĥasser", tornou [o que escrevera] passul, e não tem conserto.
04 Estas são as [palavras] "ĥasserôt" e as "meleôt" que se acham nestas quatro parchiôt, primeira parachá ( Ex 13:1-10): "Qadech li kol bekhor" - malê; zakhor - malê; "beĥôzeq" - ĥasser; "hotsi" - malê; "iotseim" - ĥasser waw; "iebiakha" - malê; "veha-emori" - ĥasser; "vehaiebussi" - malê "laabotêkha" - ĥasser waw. "ha-'abodá" (ha-'avodá), ĥasser; matsôt - ĥasser; ha-chebi'í (ha-chevi'í) - malê; m; matsôt - malê; seor - ĥasser; gebulêkha (gvulêkha) - ĥasser; ba'abur - (ba'avur) - maê; leôt - malê; ulezicaron - malê; 'einêkha - malê; torat - malê; hotsiakhá - ĥasser iod; ha-ĥuqá - ĥasser waw.
05 Segunda parachá ( Ex 13:11-16): "Vehaiá ki iebiakhá (ieviakhá) - ĥasser; velaabotêkha (velaavotêkha) - ĥasser waw; ĥamor - ĥasser; bekhor - malê; beĥôzeq - ĥasser; hotsiánu - malê; vaiaharôgh (vaiaharôg) - ĥasser; bekhor - malê; mibekhor - ĥasser; ve'ad bekhor - malê; zobêiaĥ (zovéaĥa) - ĥasser; vekhol bekhor - malê; leôt - malê; iadêkha - está escrito com hê [ao final]; uletotafôt - ĥasser a última waw; 'enêkha - malê; beĥôzeq - ĥasser; hotsiánu - malê.
06 Terceira parachá, "Chemá'" (Dt 6:4-9): meodêkha - ĥasser; lebanêkha (levanêkha) - malê; bebetêkha - sem a segunda letra iod; ubqumêkha (uvqumêkha) - malê; leôt - malê; iadêkha - sem a segunda letra iod; letotafôt - ĥasser a última waw; 'enêkha - malê; mezuzôt - falta a primeira waw; betêkha - sem a segunda letra iod; ubiche'arêkha (uvich'arêkha) - malê.
07 Quarta parachá ( Dt 11:13-21): "Vehaiá im chamô'a " - ĥasser; mitsvotai - [escrito com] apenas um waw; iorê - malê; umalqôch - malê; vetirochkhá - falta a waw; vehichtaĥavitem - malê; iebulah (ievulah) - malê; ha-tobá (ha-tová) - ĥasser; notén - ĥasser; otam - ĥasser; leôt - malê; letotafôt - falta a última waw; 'enekhem - malê; bebetêkha (bevetêkha)- sem a segunda iod; ubqumêkha (uvqumêkha) - malê; mezuzôt - malê; betêkha - sem segunda letra iod; ubiche'arêkha (uvich'arêkha) - malê; laabotekhem (laavotekhem) - faltando waw.
08 É preciso que ser meticuloso no que concerne aos tagin, que são como letras záin levantadas sobre as letras que levam "tag",

conforme são escritas no sêfer Torá. E, estas são as letras que levam "tagin" nestas quatro parchiôt:
09 Na primeira parachá, há apenas uma letra, que é a letra "mem setumá" da palavra "miamim" (Ex 13:10), sobre a qual há três "zeinin".
10 Na segunda parachá, há cinco letras, cada uma delas é uma hê. Cada uma destas letras hê leva quatro "zeinin". São elas a hê da palavra "venatná" (Ex 13:11) e a primeira e a última da palavra "hiqchá" (Ex 13:15), e hê de "vaiaharôgh" (mesmo verso) e hê de "iadkhá" (Ex 13:16)
11 Na terceira parachá há cinco letras que levam "tagin", e são estas: a letra qof de "ubqumêkha" (Dt 6:7), sobre a qual há três "zeinin"; e a letra qof de "uqchartam" (Ex 6:8), sobre a qual há três zeinin; e tet - tet - pê (phê) de "totafôt" (mesmo), sobre cada uma delas quatro "zeinin".
12 Na quarta parachá, há cinco letras, que são: pê (phê) de "veassáfta" (Dt 11:14), nela há três "zeinin"; e tet-tet-pê (phê) de "totafôt" (Dt 11:18), e sobre cada uma das três, quatro zeinin. O total das letras que levam "tagin" é dezesseis, e caso não haja feito os "tagin", ou caso haja aumentado sobre eles, não tornou pessulim os tefilin.
13 Quem comprar tefilin de quem não é especialista [em fabricação e escrita], precisa verificá-los [em concernência à aptidão para cumprimento do preceito]. Se comprou cem peças, deve verificar três delas - duas da cabeça e uma do braço, ou duas do braço e uma da cabeça - os quais se encontrados aptos, fazem com que esta pessoa [que os vendera] tenha "ĥazaqá" [da aptidão dos tefilin que vende], e todos os demais são [considerados] aptos, sem que necessitem os demais verificação. Se, porém, comprou-os em pequenas quantidades a cada vez, todas precisam verificação, pois as pequenas quantidades estão em ĥazaqá de que foram comprados de várias pessoas diferentes [pelo vendedor].
14 Quem escrever tefilin por suas próprias mãos, ou comprou-os de um especialista, ou comprou de outra pessoa, e após a verificação colocou-os de volta em suas peles, jamais necessitam outra verificação, mesmo após alguns anos. Enquanto estiver sua cobertura em perfeição, eles têm ĥazaqá de que encontram-se kecherim.
Capítulo 3
01 Oito halakhôt existem no fabricação dos tefilin, e são todas elas "halakhá le-Mochê mi-Sinai", pelo que todas elas impedem [a aptidão dos tefilin para cumprimento do preceito, caso faltarem], e se mudar uma delas, torna os tefilin pessulim. São estes [os casos]: que sejam quadrados; sua costura, que também seja efetuada quadrada em sua forma; que seja quadrado também em sua forma perpendicular, para que se achem seus ângulos todos equivalentes;que haja uma forma de "chin" (ù) tanto no lado direito como no lado esquerdo dos tefilin da cabeça; que sejam envoltos [os pergaminhos] em matlit; que sejam enrolados [os pergaminhos] na "matlit" em fios de pelo; que sejam costurados com fios de tendões; que seja feito neles a ma'abôret, para que nele se introduza a tira, e possa correr nela livremente; que sejam as tiras pretas; que seja o nó deles um nó conhecido cuja forma é de [letra] "dal" (ã).




02 Como se fazem os tefilin frontais? - toma-se uma madeira quadrada, cuja altura, largura e comprimento sejam iguais - e, se a altura for mais que a largura, ou menos, não há nisto importância - e não se dá importância, senão que seja o comprimento equivalente à largura. Nela escava-se três sulcos, para que se faça neles quatro divisões, como esta:


03 Toma-se a pele, umedece-a, e cobre-se com a pele a [fôrma de] madeira, sobre cada um dos sulcos; repuxa-se de a pele enquanto ainda está úmida de ambos os lados, até fazer da própria pele a forma de "chin" (ù) com três cabeças no lado direito de quem os usa, e a forma de "chin" com quatro cabeças no lado esquerdo de quem os usa.
04 Deixa-se a pele sobre a fôrma até que se seque, após o que retira-se a pele da fôrma, e temos nela quatro divisões vazias. Em cada uma destas divisões insere-se uma parachá, entornando a pele um pouco de baixo. Costura-se por seus quatro lados, e faz-se na pele, na parte que ficara por baixo, lugar para que nele se insira a correia, como um aro, e é o que chama-se "ma'abôret".


05 Como se fabrica tefilin para o braço? - toma-se uma fôrma de madeira,
cuja largura e altura sejam iguais, e cuja altura como um dedo, ou pouco mais que isto. Cobre-se a fôrma com pele úmida, e deixa-a ali até que se seque. Retira-se a pele, insere-se as parchiôt no local antes ocupado pela madeira, entornando um pouco a pele de baixo. Costura-se a pele por seus quatro lados, deixando o local onde passará a correia.
06 Qual a ordem da colocação dos tefilin frontais? - insere-se a última parachá -
"Vehaiá im chamô'a" (Dt 11:13) no vácuo que fica ao lado direito da pessoa que os usa, e "Chemá'" (Dt 6:4) junto a ela. "Vehaiá ki iebiakhá" (Ex 13:11) no terceiro vácuo, junto a "Chemá", e "Qadech li" no quarto vácuo, que é o que fica no lado esquerdo da pessoa que os usa, para que esteja o "leitor", que se encontra perante o que usa, "lendo-as" por ordem, conforme isto: E, se mudar esta ordem, estão pessulim os tefilin.
07 Os tefilin do braço devem ser escritos
em quatro divisões em uma única pele, como um sêfer Torá, segundo a ordem pela qual acham-se escritos na Torá, conforme isto. Mas, se escrevera em quatro pergaminhos e colocara todas as quatro em um único vácuo, cumpre com o preceito [apesar disto], e não é necessário colar umas às outras.
08 O enrolar das parchiôt - tanto as da cabeça como as do braço, deve ser efetuado do fim [da escrita] para o começo, para que quando abrir a parachá possa ler toda linha desde seu princípio até seu final.
09 Ao inserir as parchiôt nos tefilin, enrola-as em "matlit", e, sobre a "matlit", pelo. Quanto a este pelo, é mister que seja de animal doméstico ou silvestre que seja puro, mesmo que seja de suas nevelôt ou terefôt. E, já se generalizara o costume de enrolá-las com pêlos de cauda de bezerros.
10 Quando se costura os tefilin, não se faz isto a não ser com tendões de animais puros, mesmo das nevelôt e terefôt dentre eles. Extrai-se os tendões que acham-se no calcanhar dos animais, que sáo brancos e duros, bate-se bem com pedras, até que se façam como o linho, e faz-se deles fios, e [finas] tranças, e com eles se costura os tefilin e as páginas dos sifrê Torá.
11 O costurar dos tefilin deve ser feito em quadrado. Quanto à halakhá comum, é que se faça em cada um dos lados três costuras, sendo o total doze costuras, tanto no do braço, como no frontal. Mas, caso queira fazer dez ou catorze costuras, pode fazer. Todas as costuras, deve o fio circundar ambos os lados.
12 É necessário que cheguem os sulcos dos tefilin frontais até o local da costura. E, caso seja o sulco reconhecido, que todos possam perceber as quatro divisões, mesmo que o sulco não chegue até o local da costura, são aptos [para uso em cumprimento do preceito], e se não puder ser reconhecido o sulco, inaptos. E, é imprescidível que se introduza um fio ou graxa em cada um dos sulcos ou , separando as divisões. O costume geral é introduzir um dos [fios de] tendões que são usados para a costura em cada um dos três sulcos. (*)


13 Como se fazem as correias? - toma-se uma tira de couro cuja largura seja equivalente ao comprimento de uma [semente de] cevada, e se for mais larga que isto, é adequada [para o uso em cumprimento do preceito]. Quanto ao comprimento das tiras - a da cabeça deve ser o suficiente para circundar a cabeça e amarrar o nó, esticando ambas as tiras [que saem do nó] por ambos os lados [do corpo à frente], até a altura do umbigo, ou pouco acima dele - e o da mão, deve ser o suficiente para envolver o braço e amarrar do que dela sobra o nó, e possa ser esticada até o dedo médio, e envolva o dedo três vezes e amarre. Caso sejam as tiras maiores que estas medidas, são aptas [para serem usadas em cumprimento do preceito].
14 E introduz a tira frontal no aro [dos tefilin], envolve a cabeça com ela segundo sua medida pessoal, e faz um [determinado] nó quadrado, semelhante a uma [letra] "dal". Quanto a este nó, é necessário que todo Talmid Ĥakhamim aprenda-o, sendo impossível transmití-lo por escrito, senão ocularmente. Semelhantemente, no braçal, ata o nó a forma de um "iod" (é), e esteja a tira braçal correndo livremente dentro do nó, para que possa encurtar ou alargar, quando quiser amarrar sobre seu braço.


15 As correias dos tefilin, tanto da cabeça quanto do braço - seu exterior deve ser preto. Isto é halakhá le-Mochê mi-Sinai. Porém, no que concerne ao lado interior das correias, já que ficam por dentro, caso sejam verdes ou brancas, encontram-se adequadas [para o cumprimento do preceito]. Vermelhas, não faça, pois podem revolver-se as tiras, e é-lhe ignominioso. Jamais tenha o lado interior da tira senão a cor da qetsitsá: se a qetsitsá é verde, sejam verdes as correias; se brancas, brancas sejam as correias. É [considerado] beleza para os tefilin que sejam pretos todos: a "qetsitsá" e toda a correia.

16 A pele com a qual cobre-se os tefilin deve ser de animal puro ou de ave pura, mesmo de suas nevelôt e terefôt, Se fizer de pele de animais impuros, ou se cobrir os tefilin com ouro, são inaptos para o cumprimento do preceito. Quanto à pele com a qual se preparam as tiras, é necessário que sejam previamente trabalhadas para tal fim. Quanto à pele com a qual se prepara a cobertura dos tefilin, não precisam nem mesmo ser trabalhadas, e se quiser fazer de matsá, é o invólucro cacher. Em diversos lugares desenvolvera-se o costume de fazê-los com matsá.
17 Não pode os tefilin serem feitos senão por um judeu, pois seu feitio é comparado a sua escrita, devido à letra "chin" (ù) que é feita sobre a pele, conforme dissemos. Se, portanto, um gói os cobrira, ou costurara, estão pessulim. A lei é a mesma: todo o que está inapto para escrevê-los, tampouco pode fazê-los.
18 Os tefilin frontais, é proibido transformá-los em braçais, mas os braçais podem ser transformados em frontais. O motivo: não se diminui de uma santidade elevada para uma santidade mais leviana. O mesmo com respeito às tiras frontais, não se pode transformar em braçais. Em que caso? - em que já os haja usado. Mas tefilin frontais que jamais foram usados por ninguém, se quiser transformá-las em braçais, é permitido. Como deve fazer? - remenda sobre eles uma pele, fazendo com que tornem-se um compartimento único, e ata sobre seu braço.
19 Tefilin cujas costuras se desfizerem, se duas costuras acharem-se juntas lado a lado, ou desfizerem-se três costuras, mesmo que não estejam ao lado uma da outra, estão os tefilin inaptos. Em que caso? - em que jã forem velhos. Mas, se forem novos, enquanto sua parte inferior estiver intacta, estão kecherim . 20 E, estes são os novos: todo tefilin no qual segurando-se um pouco de sua pele na qual a costura se desfizera, pendurando-os assim [em suas mãos], e ele mantém-se forte, sem se rasgar - são [considerados] novos; se não são [suficientemente] adequados para para serem segurados assim, senão se rasgam - [então] são [considerados] velhos.
21 A correia que se partir, não pode-se reatá-la, nem costurá-la, senão tirar e colocar em genizá, e fazer uma nova. Todo resto de correias de tefilin são pessulim, a não ser em caso que tenha a medida necessária para o uso em comprimento e largura, ou mais que o necessário. E deve-se sempre ter o cuidado de manter as correias com sua parte exterior para fora, quando os tem sobre seu braço ou em sua cabeça.
Capítulo 4
(Passe sempre o ratinho sobre as fotos)
01 Onde coloca-se os tefilin? - os da cabeça, sobre a fontanela, que é o fim do cabelo por sobre a face, e é onde o crânio do bebê é frágil. direcioná-lo para que esteja ao centro, para que esteja entre os olhos. Quanto ao nó, deve estar no ponto mais elevado da cerviz, que é o final do crânio.

02 Os do braço, no esquerdo, sobre o bíceps, que é a carne inchada no "marpeq", entre a junta do braço e do ombro. Assim, ao juntar seu cúbito à costela, estará a tefilá direcionada ao coração, e achar-se-á cumprindo "...estarão estas palavras... sobre teu coração..." - Dt 6:6.

03 A pessoa que colocar os tefilin braçais sobre a mão, ou os frontais sobre a testa, faz segundo o costume de minut, e quem faz os tefilin arredondados como uma noz, não há neles cumprimento de mandamento algum. Quanto ao canhoto, deve colocar os tefilin [do braço] em sua direita, por ser para ele como esquerda. E, caso domine ambas as mãos, coloca-os em sua esquerda, que é a esquerda de toda pessoa comum. Quanto ao lugar correto onde colocar os tefilin, aprenderam [os Sábios] através da "Chemu'á".

04 Os tefilin frontais não impedem os braçais, e os braçais, não impedem os frontais, por serem dois preceitos, cada um por si. E, como bendiz sobre eles? - sobre o da cabeça - bendiz: "[Barukh atá Adonai, Elohênu Mêlekh ha-'Olam] acher qidechanu bemitsvotav, vetsivánu 'al mitsvat tefilin!" Sobre os tefilin braçais, bendiz: "...acher qidechanu bemitsvotav, vetsivanu lehaniaĥ tefilin!"
05 Em que caso dizemos? - em que colocar um deles. Mas, se colocar a ambos, bendiz uma única bênção - "[Barukh Atá Adonai - Elohênu Mêlekh ha-'Olam - acher qidechánu bemitsvotav, vetsivánu] lehaniaĥ tefilin!", e coloca os braçais, e deve atar os braçais antes, e somente depois colocar os da cabeça. Ao tirar, porém, primeiro os frontais, e depois os braçais.
06 A pessoa que bendiz "...lehaníaĥ tefilin!", está proibido de conversar até colocar os frontais, e mesmo responder ao cumprimento de seu rav , até que coloque os frontais. Se conversar, é transgressão, e precisa bendizer segundamente ["Barukh Atá Adonai - Elohênu Mêlekh ha-'Olam - acher qidechánu bemitsvotav, vetsivánu] 'al mitsvat tefilin!", após o que coloca os da cabeça.

07 Tefilin - toda vez que os colocar, bendiz - mesmo que os tire e coloque cem vezes em um dia. Todos os preceitos deve bendizer antes de seu feitio, e portanto, deve bendizer sobre os tefilin do braço ao colocá-los sobre o músculo, antes de atá-los, pois o atá-los é o preceito.
08 Ao tirar os tefilin a pessoa com o intuito de guardá-los em um utensílio, não coloque o braçal antes e o frontal por cima, pois no momento em que quiser colocá-los, tocará primeiro nos da cabeça, tendo que colocá-los de lado e tirar os braçais, porquanto não se coloca os tefilin do braço antes dos da cabeça, e é proibido que a pessoa deixe um preceito [que já está em suas mãos] para ocupar-se de outro, senão o preceito que lhe chegar às mãos, dele se ocupe. Por isto, é necessário que coloque os do braço por cima, para que toque neles antes, e coloque-os pela ordem.
09 Utensílio preparado para colocar nele tefilin, ao colocá-los nele [pela prima vez] se torna santificado, sendo proibido seu uso para coisas [comuns] profanas. Foi preparado para isto, mas ainda não colocara neles, ou colocara nele temporariamente sem que haja preparado para tal finalidade, não se tornara santificado, e continua [o utensílio] sendo profano como antes. E, é proibido pendurar os tefilin - seja por suas tiras, ou mesmo por seus invólucros. Mas pode-se pendurar a bolsa na qual os tefilin são guardados.

10 O tempo [designado] para o colocamento de tefilin é o dia, não a noite, pelo que está escrito: ( Ex 13:10) "...de dias a dias". O [termo] estatuto ali concerne ao preceito de tefilin. Similarmente, tampouco chabatôt e iamim tovim coloca-se os tefilin, pelo que está escrito: "Ser-te-á por sinal" ( Ex 13:9), e chabatôt e iamim tovim são por si mesmos sinal [cada um]. Desde quando é o tempo de colocação de tefilin? - desde que possa ver a seu amigo numa distância de quatro côvados, e reconhecê-lo, até o pôr-do-sol.
11 Quem tiver os tefilin postos antes do crepúsculo, e cair a noite tendo-os sobre si, mesmo que estejam sobre si durante toda a noite, é permitido, e não se ensina esta halakhá publicamente, senão a todos se diz que não deixem sobre si os tefilin, senão que os quite desde o pôr-do-sol. E, quem colocar os tefilin após o crepúsculo, transgride um preceito positivo, como está escrito: "Guardarás este estatuto a seu tempo, de dia a dia..." - ( Ex 13:10)
12 Se encontra-se pelo caminho e tem seus tefilin em sua cabeça e ocorre-lhe enquanto isto o crepúsculo, coloque sua mão sobre eles, até chegar a sua casa, e tira-os. Se achava-se no bet hamidrach, e ocorrera o sair das estrelas tendo-os sobre sua cabeça, põe sua mão sobre eles, até chegar em sua casa, e tira-os. Se houver uma casa perto da muralha [da cidade] onde é possível guardá-los, coloca-os ali. E, se não quitou-os desde o crepúsculo por não ter onde guardá-los, e ficaram sobre si com a intenção de cuidado por eles, é permitido.
13 Todo o que é isento da recitação do Chemá', é isento também de colocar tefilin. Quanto ao menor que sabe guardar seus tefilin, seu pai deve comprar para ele tefilin a fim de educá-lo no cumprimento dos preceitos. Enfermos intestinais, e todo o que não pode cuidar de seus orifícios, senão muito dificultosamente, está isento dos tefilin. Quanto aos impuros, todos são obrigados com o uso dos tefilin como os puros. Os que sofrem se colocarem tefilin, e os que não dispõem de normalidade e tranquilidade mental, são isentos dos tefilin, pois os tefilin é proibido que se perca deles a consciência. Cohanim, durante o serviço sacerdotal - os levitas, quando recitam o cântico sobre os degraus, e os israelitas, durante o ma'amad no Templo, estão isentos tanto da oração como dos tefilin.
14 É a pessoa obrigada a mexer nos tefilin a cada hora todo o tempo em que estiverem sobre si, para que não perca deles a consciência nem mesmo por um momento, pois sua santidade é maior que a santidade do tsits. No tsits, não se acha o Nome de Deus senão uma única vez. Quanto aos tefilin, neles há vinte e um iod-hê no da cabeça, e mesma quantidade no do braço.
15 [Para o uso dos] tefilin é preciso corpo limpo, como Elicha', que tenha cuidado que não lhe saia gaz intestinal enquanto estiverem sobre si. Portanto, é proibido dormir com os tefilin postos, nem tosquenejar, a não ser que os haja envolvido com um turbante, e que não esteja consigo uma mulher, então pode tosquenejar pelo seguinte modo: encosta a cabeça entre seus joelhos, estando sentado, e então, dormita.
16 Se estiverem os tefilin enrolados em sua mão, é permitido que durma com eles, mesmo sono normal. Não se pode comer com os tefilin postos, senão alimentação eventual, mas se entrou a uma refeição, deve quitá-los e depositá-los sobre a mesa, até a lavagem das mãos, e depois coloca-os, e bendiz sobre o alimento com eles postos.
17 Estando com os tefilin sobre si, necessitando necessidades fisiológicas, não coloque os tefilin em ranhuras próximas ao setor público ao entrar, para que não os levem algum transeunte. Como deve fazer? - mesmo em caso de necessidade de urina, tira-os na distância de quatro côvados, e enrola em suas roupas como é enrolado o sêfer Torá, e segura-os com sua destra junto ao plexo solar, com cuidado para que não saia uma das tiras de dentro de sua mão por um têfaĥ, e entra e faz suas necessidades. Ao sair, distancia-se do recinto quatro côvados, e novamente os põe.
18 Em que caso? - em recinto definido, onde não há revolver de gotículas sobre a pessoa; mas, no que concerne a recinto eventual, não pode entrar com eles estando enrolados, senão tirá-los de si e entregar a um amigo que os guarde. A urina não se desfaz, mesmo em recinto definido, senão quando realiza suas necessidades sentado. Havendo terra fofa, mesmo de pé. Estando em uma região [cuja terra é] endurecida, ponha-se de pé sobre um declive, para que não espirrem-lhe gotículas.
19 Se tiver os tefilin postos e necessitar do recinto à tardezinha, e não houver mais tempo do dia para novamente colocá-los, não entre com eles enrolados em sua roupa, e mesmo que seja [somente] para urinar, em tratando-se de um recinto definido. Como deve proceder? - tira-os de si, e deposita-os em um utensílio, caso este tenha um têfaĥ [de profundidade], ou em algum utensílio que não seja designado [especialmente] para sua guardia, mesmo que não tenha a medida de um têfaĥ, e entra com o utensílio em suas mãos. Similarmente, se precisar de noite: deve colocá-los em algum objeto, segurar o objeto em suas mãos, e entrar.
20 Se entrar ao recinto com eles postos por esquecimento, deve pousar sua mão sobre eles, até terminar a primeira coluna, sair e quitá-los de si, e somente depois entrar e terminar suas necessidades, pois se parar no meio da primeira coluna, seja em necessidades grandes ou pequenas, será atacado por enfermidades nas quais há grande periculosidade.
21 Havendo esquecido e mantido relações sexuais com os tefilin postos, não toque nem nos invólucros, nem nas tiras, até lavar as mãos, e tira-os, pois as mãos são buscadoras de ocupação.
22 Se entrou na casa de banhos, no local onde as pessoas se acham vestidos, é permitido estar com os tefilin postos. No local onde as pessoas encontram-se metade vestidos, e metade desnudados, não é necessário tirá-los, mas tampouco se coloca a priori. No local onde as pessoas se acham totalmente nus, é necessário quitá-los, e é desnecessário dizer que não pode colocá-los.
23 Não ande a pessoa no cemitério tendo os tefilin em sua cabeça, e até mesmo dentro de quatro côvados de um túmulo, ou de um morto. E é necessário quitá-los, até que se vá [o ataúde] a distância de quatro côvados. Não coloque a pessoa tefilin enquanto não se cubram suas regiões genitais, e vista suas roupas. O que leva alguma carga sobre sua cabeça, deve tirar [antes] os tefilin de sua cabeça até que se desfaça de sua carga. Mesmo um lenço é proibido colocar sobre a cabeça na qual há tefilin. Mas, pode-se envolver seus tefilin com o turbante.
24 Recinto no qual haja tefilin ou sêfer Torá, é proibido manter nele relacionamento sexual, até que os tire [dali], ou coloque-os em um utensílio, e este utensílio, em outro utensílio que não é o [previamente] designado para sua guardia. Mas, se o segundo utensílio eram determinados para sua guadia, mesmo que sejam dez, são tidos como sendo um só utensílio [para este caso]. Havendo colocado em um utensílio e em um segundo, pode colocá-los sob sua cabeceira, entre o travesseiro e o colchão, para guardá-los, mesmo que sua esposa se ache consigo na cama.
25 A santidade dos tefilin é muito grande, pois enquanto os tefilin acham-se sobre a cabeça e no braço, a pessoa é humilde e temeroso, sem deixar-se levar por chistes e conversa vã, nem pensa maus pensamentos, senão direciona seu coração para assuntos de verdade e de razão. Portanto, precisa a pessoa convencer-se a si próprio que estejam sobre si durante todo o dia, pois esta é a forma correta de cumprir este preceito. Disseram sobre Rav, aluno de Rabênu ha-Qadoch, que durante todos seus dias jamais viram-no andar quatro côvados sem Torá, sem tsistsit e sem os tefilin postos. (Aperte na foto)
26 Mesmo sendo o cumprimento correto do preceito de tefilin que os use durante o dia todo, na hora da oração é mais ainda. Disseram os Sábios que todo o que recita o chemá' sem os tefilin postos é como quem testifica um falso testemunho acerca de si mesmo. E todo o que não os usa, transgride oito preceitos - pois nas quatro parchiôt ordenara [Deus] acerca dos tefilin da cabeça e acerca dos tefilin do braço. Quanto a todo o que comumente anda com os tefilin [todo o tempo], atinge longevidade de dias, conforme o escrito: "Adonai, por eles viverão..." ( Is 38:16)
Capítulo 5
01 Como se escreve mezuzá? - escreve duas parchiôt - "Chemá" (Dt 6:4-9) e "Vehaiá im chamô'a" (Dt 11:13-21) sobre uma página de pergaminho, em uma única folha, deixando acima e abaixo espaço vazio como metade de uma unha. Se, porém, escrever em duas três ou três páginas, é kecherá, contanto que não a escreva em forma de cauda, ou arredondada, ou como um cubo. Se fizer nestas formas, é pessulá.
02 Se escrever contra a ordem, por exemplo, antecipando a parachá posterior à anterior, é pessulá. Se escrever em duas peles, mesmo se costurar uma à outra, é pessulá. Sêfer Torá envelhecido, ou tefilin envelhecidos, não pode-se fazer deles mezuzá, nem tampouco do lado posterior do sêfer Torá; não pode-se escrever nele mezuzá, por não ser permitido diminuir de uma santidade elevada para uma mais leve.
03 É preceito que se deixe espaço entre a parachá "Chemá'" e a parachá "Vehaiá im chamô'a", por ser "parachá setumá". Porém, se fê-la "[parachá] petuĥá", é kecherá, por não ser [a outra parachá] junto a ela, segundo a Torá. E é necessário que se tome cuidado em pertinência aos "tagin" que dela, e são estes os "tagin" a serem feitos na mezuzá:
04 Na primeira parachá há sete letras, que em cada uma delas, três "zeinin". São elas: "chin" e "'ain" da palavra "chemá'" (Dt 6:4), "nun" da palavra "nafchekhá" (Dt 6:5), as duas "zeinin" da palavra "mezuzôt" (Dt 6:9), e os dois "tetin" de "totafôt" (Dt 6:8). Na segunda parachá, seis letras que em cada uma delas há três "zeinin": "gimal" de "deghanêkha" (Dt 11:14), as duas "zeinin" de "mezuzôt" (Dt 11:20), as duas "tetin" de "totafôt" (Dt 11:14), e "tsadi" de "ha-árets" (Dt Dt 11:21). Se não fizer os "tagin", ou aumentar, ou diminuir deles, não torna com este feitio invâlida a mezuzá. Se escrever a mezuzá sem "sirtut", ou não tiver cuidado com as palavras plenas ou com as faltas, ou aumentara sobre elas em seu interior (palavra ou letra), esta é inválida.
05 É costume comum escrever sobre a mezuzá em seu lado exterior sobre o local onde por dentro é o espaço vazio entre uma parachá e outra, "Chadái", e não há nisto prejuízo [para a validade da mezuzá], por estar por fora. Quanto aos que escrevem em seu interior nomes de anjos, ou nomes sagrados, ou versículos, ou estampa, são da classe de pessoas que não têm galardão no mundo porvir, pois estes estultos não só invalidam o preceito, senão transformam um grandioso preceito, que trata da unicidade do Nome do Santo, Bendito é Ele, e do amá-lo e serví-lo, fazendo-a como se fosse um talismã para si próprios, conforme pensam em seu coração estúpido, que isto é algo para proveito das coisas vãs do mundo. 06 É preceito que se escreva as palavras "'al ha-árets" (Dt 11:21) na última linha, no princípio ou na metade da linha. Os escribas em geral costumam escrever a mezuzá com vinte e duas linhas, colocando "'al ha-'árets" no princípio da última linha.
07 São estas as palavras que ficam no princípio de cada linha, segundo a ordem: "Chemaá'", "Adonai", "ha-devarim", "levanekha", "uvchokhbekhá", "ben", "vehaiá", "mitsvá", "bekhol", "iorê", "êssev", "pen", "vehichtaĥavitem", "ha-chamáim", "vaavadtem", "vessamtem", "otam", "otam", "badêrekh", "uviche'arêkha", "acher", "'al ha-árets".
08 Ao enrolar a mezuzá, deve-se fazê-lo do fim das linhas para seu princípio, para que possa deparar-se o leitor ao abrí-la lendo já desde o princípio da linha até seu fim. Depois de enrolar, deve metê-la em um invólucro de junco ou de madeira, ou de qualquer outra coisa, juntando-a à umbreira da porta com pregos, ou abrindo um encaixe na umbreira e colocando-a ali. 09 Antes de colocar a mezuzá, bendiz-se antes: "Barukh Atá Adonai, Elohênu Mêlekh ha-'Olam, acher qidechánu bemitsvotav, vetsivánu liqbô'a mezuzá!" Não se bendiz ao escrevê-la, pois o preceito é sua colocação.
10 Se pendurar a mezuzá em um bastão, é inválida, porquê não é colocação. Se colocar por trás da porta, não fez nada [relativo ao cumprimento do preceito]. Se cavar na umbreira da porta e colocar a mezuzá como artifício de carpintaria, que é como encaixe de tábuas em argolas, está inválida. Se aprofundar um têfaĥ [para colocá-la na umbreira] é inválida. Se cortar um junco e nele introduzí-la, e juntar o junco a outros juncos, fazendo-os todos assim a [própria] umbreira, está inválida, pois adiantara o feitio da umbreira à colocação da mezuzá.
11 A mezuzá da pessoa particular deve ser verificada duas vezes por semana. A do público, duas vezes a cada cinquenta anos, pois pode ser que alguma letra pode haver sido recortada dela, ou apagada. Por estar colocada nas muralhas, [a pele] deteriora-se.
12 Todos são obrigados a cumprir o preceito de mezuzá, mesmo mulheres e escravos. Aos meninos, ensina-se a fazer mezuzá para seus aposentos. Alguém que haja feito o aluguel de uma casa no exterior da Terra de Israel, e o que vive em um hotel na Terra de Israel, está isento de cumprir o preceito da mezuzá durante trinta dias. Quanto ao que aluga uma casa na Terra de Israel, é obrigado imediatamente.
13 Quem aluga uma casa para outra pessoa, o que aluga deve trazer a mezuzá e colocá-la, mesmo que tenha que pagar para que esta seja colocada. [Isto,] devido a ser a mezuzá obrigação do morador, e não obrigação da casa. Ao sair [com o término do período do aluguel], não tire-a por sua própria mão e leve-a. Se, porém, o futuro morador um gentio, pode tirar quando sair.
Capítulo 6
01 Dez são as condições necessárias para que o morador esteja obrigado a colocar mezuzá; se delas faltar uma, estará isento da [colocação da] mezuzá. São elas: 1) que tenha a casa quatro côvados por quatro côvados, ou mais; 2) que disponha de duas umbreiras; 3) que disponha de verga; 4) que tenha teto; 5) que tenha portas; 6) que seja a altura do portal dez tefaĥim ou mais; 7) que seja a casa "ĥol"; 8) que seja construída para habitação humana; 9) que seja construída para habitação honrosa, e10) que seja construída para habitação permanente.
02 Casa na qual não hajam quatro côvados por quatro côvados, é isenta da mezuzá. Se, porém, tiver nela o suficiente para enquadrar quatro côvados por quatro côvados por igual, mesmo que seja o recinto circular, ou tenha cinco esquinas, e nem é preciso dizer no caso que seu comprimento é maior que sua largura: tendo espaço suficiente para enquadrar quatro côvados por quatro côvados, é obrigatório que seja nele colocada a mezuzá.
03 Êxadra - que é o recinto no qual há três paredes e teto, mesmo que tenha duas colunas na quarta direção, é isenta de mezuzá, porquanto as colunas foram erguidas para sustentar o teto, e não para exercer a função de umbreira. Similarmente, o teto que indispõe de paredes, estando suportado por colunas por ambos os lados: mesmo tendo o formato de uma casa, está isenta de mezuzá, pois estas colunas são construídas para o suporte do teto.
04 Casa [em cuja entrada hajam] umbreiras, e sobre ambas uma abóbada arciforme em lugar de verga: se têm as umbreiras em sua altura dez tefaĥim ou mais, é obrigatório que se coloque mezuzá. Se não tiverem dez tefaĥim, é isenta, por não dispor de verga.
05 Casa desprovida de teto, é isenta de mezuzá. Em caso de teto parcial, estando a outra parte da casa sem teto, a mim se me parece que se estiver o lado no qual há teto direcionado á porta, é obrigada [a casa] que se ponha nela mezuzá. Primeiro, constrói-se as portas, e após, coloca-se a mezuzá.
06 O Monte do Templo, as câmaras e o átrio, as sinagogas e os recintos destinados ao estudo da Torá nos quais não hajam locais designados à habitação estão isentos de mezuzá ,por serem recintos de santidade.
07 Sinagogas aldeãs, onde [também] moram hóspedes, são obrigadas em concernência à colocação da mezuzá. O mesmo com repeito às singagogas metropolitanas, caso hajam nelas quartos para moradia. Todos os portais do Templo não dispõem de Mezuzá, com exceção do Portal de Nicanor, e do que encontra-se mais adentro dele, o Portal da Câmara de Paledrin, porquanto essa câmara era designada para a moradia do Sumo-Sacerdote durante os sete dias da separação.
08 Depósito de palha, currais e redis, depósitos de lenha, depósitos de armazenamento - todos são isentos de mezuzá, porquanto está dito: "...tua casa..." (Dt 6:9; 11:20) - "tua casa", designada especialmente para ti, eximindo-se estes e parecidos com eles. Portanto, o curral onde as mulheres costumam assentar-se para enfeitar-se, é obrigado concernente ao preceito da mezuzá, pois há nele designação para habitação humana. Guarita ligada a portal de entrada, êxadra, varanda, jardim e redil, são isentos da mezuzá, por não serem destinados à habitação. Se, porém, as casas que são obrigadas para com a mezuzá abrem-se para este locais, são obrigados também eles com respeito à mezuzá.
09 Por isto, tanto os portais dos quintais como dos corredores, como das cidades e vilas - todas são obrigadas para com a mezuzá, pois as casas são abertas para o lado interior de tais portais. E, mesmo dez casas que sejam abertas uma para a outra por sequência, já que a mais interior é obrigada, todas obrigam-se. Por esta razão disseram: "-Portal aberto do jardim para o quintal, obriga-se para com a mezuzá." - Trat. Menaĥôt 33b.
10 O "recinto do assento", e o recinto de banhos, o recinto da imersão, o recinto destinado ao curtimento de peles e similares a eles, estão isentos da mezuzá, porquê não são destinados à habitação honrosa. A sucá do festival, durante os dias do festival e côodos de navios são isentos da mezuzá, por não serem habitação permanente. tenda dupla de fabricantes, a exterior é isenta, por não ser permanente. Assim também as lojas nos ambientes comerciais, por não serem construídas com a finalidade de moradia.
11 Casa na qual haja várias entradas, mesmo que não seja costumeiro sair e entrar senão [unicamente] por uma delas, é obrigado a colocar mezuzá em cada uma das entradas. A passagem entre a casa e sua parte superior, é obrigatório que seja colocada nela mezuzá. Cada cômodo de uma casa - mesmo um cômodo dentro de outro cômodo - é obrigatório que se coloque em suas entradas mezuzá, tanto na porta do interior, quanto do exterior, como da pópria casa: todos foram feitos para moradia, e todos são permanentes.
12 Porta entre o bet ha-midrach e casa particular, ou entre a sinagoga e a casa particular - caso seja costumeiro o sair e entrar por ela - é obrigatório que se coloque nela mezuzá. Porta existente entre duas casas, verifica-se lateral exterior da porta: onde se vê, ali se coloca a mezuzá.
13 Onde se coloca a mezuzá? - no vão da porta, no têfaĥ que se aproxima do exterior, no princípio do terceiro terço da altura da porta. Se colocar acima deste lugar, está kecherá, desde que a distancie um têfaĥ da verga. [Coloca-se] à direita do que entra à casa; se colocá-la à esquerda, é pessulá.
14 É obrigado todo judeu ser cuidadoso no cumprimento da mezuzá, pois ela é um preceito obrigatório para todos todo o tempo. Toda vez que entre ou saia, encontrar-se-á frente a frente com a unicidade do Nome do Santo, Bendito é Ele, e lembrar-se-à de Seu amor, despertando de seu sono e de seus enganos mediante coisas vãs. Conscientizar-se-á de que nada há duradouro eternamente, senão o conhecimento da Rocha Eternal. Então voltar-se-á a sua consciência, e andará pela sendas da retidão. Disseram os Sábios: "-Todo o que tem tefilin em sua cabeça e em seu braço, tsitsit em sua roupa e mezuzá em sua porta, está assegurado de que não cometerá erros, pois tem muitos memorizadores. Estes são os anjos que livram-no da transgressão, conforme está dito: "Acampado está o anjo de Deus em torno dos que O temem, e os livrará!" - Sl 34:8 (7, nas Bíblias traduzidas)."
Capítulo 7
01 É preceito positivo para cada homem [do povo] de Israel que escreva um sêfer Torá para si próprio, conforme o que foi dito: "E agora, escrevei para vós este cântico..." - Dt 31:19. Quer dizer: "Escrevei a Torá na qual se acha este cântico, pois não se escreve a Torá dividida por porções. Mesmo que hajam os pais do homem [judeu] para ele um sêfer Torá [por herança], é mandamento que escreva o seu próprio. Se escrever por suas próprias mãos, é como se houvesse recebido do Sinai. Se, porém, não sabe escrever, outros podem escrever para ele. Quanto a todo o que verifica a correção de um sêfer Torá, é como se o tivesse escrito.
02 O rei [do povo de Israel] é ordenado a escrever para si outro sêfer Torá para si mesmo, por ser rei, a mais que tinha quando era pessoa comum, conforme está escrito: "Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si..." Dt 17:18. Sua correção é feita a partir do rolo que acha-se no átrio, segundo a suprema corte. O que tinha ao ser uma pessoa comum, é depositado em seu tesouro, e este que escrevera, ou que escreveram para ele depois de ser entronizado, levará consigo sempre. Se for para a guerra, deve levá-lo consigo; nas convocações, estará consigo; ao assentar-se para julgar, estará consigo; e, acosta-se para a refeição levando-o consigo. Conforme o escrito: "Estará consigo, nele lerá todos os dias de sua vida..." - Dt 17:19
03 Se não dispunha de um sêfer Torá antes de ser entronizado, deve escrever depois de tornar-se rei dois: um, deposita em sua câmara do tesouro, e o outro, não pode apartar-se dele, senão à noite, ou quando entra ao banho, ou ao recinto do assento, ou a dormir em seu leito.
04 Sêfer Torá que foi escrito sem sirtut, ou escrito parte em gevil, parte em qelaf, é inválido. [Deve ser escrito] todo ele no gevil, ou todo ele no qelaf. Como se escreve sêfer Torá? - com a escrita mais aperfeicionada e mais bela possível, deixando sempre entre uma e outra palavra a distância equivalente a uma letra pequena, entre uma linha e outra, o espaço suficiente para escrever uma linha, e o comprimento de cada linha, 30 letras, o espaço suficiente para escrever ìîùôçåúéëí ìîùôçåúéëí ìîùôçåúéëí, três vezes repetindo esta palavra. Esta deve ser a largura de cada página. A linha não pode ser mais curta que esta medida, para que não se assemelhe a uma carta. Nem tampouco maior que isto, para que não estejam os olhos viajando pela escrita.
05 Não diminua o tamanho das letras, devido ao espaço entre cada parachá. Se deparar-se com uma palavra na qual hajam cinco letras, não escreva duas letras dentro da página, e três fora dela, senão três dentro dela, e duas fora. Se não sobra da linha o suficiente para escrever três letras, deixe o local vazio, e principie no princípio da linha [seguinte].
06 Se deparar-se com uma palavra de duas letras, não a transcreva entre as páginas, senão volte para o princípio da linha. Se deparar-se com uma palavra de dez letras, ou menos, ou mais, sem que haja restado da linha espaço que permita a escrita de metade dela dentro da página - se puder escrever metade dentro da página, e metade fora, escreva. Se não, deixe o local vazio, e comece do princípio da [nova] linha.
07 Entre cada um dos quintos, deixe quatro linhas vazias, sem nada escrever [nelas], não menos [que quatro linhas], nem mais. O novo quinto deve ser começado no princípio da quinta linha. O término de toda a Torá deve ser executado no meio da linha que deve achar-se no final da página. Se sobrar espaço equivalente a muitas linhas na página, deve encurtar [as frases à medida que] prossegue [na escrita dela], começando do começo da página sem terminá-la, fazendo tudo para que esteja a frase "ìòéðé ëì éùøàì" (Dt 34:12) no meio da linha que se acha no final da página.
08 É preciso ser cuidadoso com as letras grandes, com as pequenas, com as que têm formato estranho, como as letras "pê" (ô) que aparecem ao contrário, e as letras entortadas, segundo copiado por cada escriba de seu antecedente. Precisa ter cuidado com os "tagin" e com sua quantidade, pois há letras que levam apenas um "tag", e outras, sete. Todos os "tagin" têm a forma da letra "záin", e são finos como um fio de cabelo.
09 Todos estes pormenores não foram ditos senão acerca da melhor e mais meticulosa forma possível de cumprir este preceito, sendo que se mudou algo disto, ou não cuidou meticulosamente do feitio dos "tagin", mas escrevendo as letras segundo devem ser escritas, mesmo aproximando as linhas ou distanciando-as, aumentando-as ou dimunuindo-as, se não ligou uma letra a outra, nem deixou faltar letra alguma, e nem aumentou, nem mudou a forma de nenhuma letra, nem mudou as parchiôt setumôt para petuĥôt e vice-versa, o sêfer Torá é cacher.
10 Outros pormenores há que não foram ditos no Talmud, mas que os sofrim mantiveram por costume, sendo recebido por eles das gerações antecedentes, de um para outro, e são: que não seja a quantia de linhas em cada página menos de quarenta e oito, nem mais que sessenta, e que o espaço entre cada equivalente a nove letras àùø àùø àùø, e que no princípio de cada uma das linhas que antecedem o cântico da travessia do Mar Vermelho (Ex 14:28-31): äáàéí, áéáùä, ä', îú, áîöøéí, cinco linhas, e após o cântico(Ex 15:20-23), cinco linhas, sendo o princípio de cada uma delas assim: åú÷ç, àçøéä, ñåñ, åéöàå, åéáàå, e que seja no princípio do cântico "haazinu"(Dt 31:29,30): åàòéãä, àçøé, äãøê, áàçøéú, ìäëòéñå, ÷äì seis linhas, e após(Dt 32:44-47), cinco linhas: åéáà, ìãáø, àùø, äæàú, àùø. Todas estas coisas são [também] pela melhor e mais meticulosa forma de cumprir com o preceito, e se mudar nelas, não faz com que torne-se o sêfer passul.
11 Mas, se escrever o termo que deve ser escrito em escrita plena ("malê") com escrita falta ("ĥasser"), ou escrever o termo que deve ser lido diferente do que se escreve, conforme sua leitura e não conforme sua escrita, como por exemplo, se escrever "éùëáðä" em lugar de "éùâìðä", ou "åáèçøéí" em lugar de "åáòôìéí", e semelhante a estes, ou se escrever uma parachá setumá em lugar onde deveria ser petuĥá, ou petuĥá em lugar de setumá, ou o cântico com o mesmo estilo de escrita do restante do sêfer, ou outra parachá como se fosse Cântico, torna-se este passul, sem que haja nele santidade de sêfer Torá de forma alguma, sendo como um dos demais pentateucos comuns usados para o ensino das crianças.
12 Sêfer Torá que não haja sido verificado é proibido que esteja assim mais que trinta dias: ou conserte-o, ou seja colocado em genizá. Sêfer Torá no qual se ache três erros em cada página, que seja consertado. Quatro erros, Se, porém, a maior parte do sêfer já foi corrigido, e sobra dele quatro erros em cada página, sobrando dele pelo menos uma página deste restante sem correção sem quatro erros, que seja consertado.
13 Em que caso? - em que escreveu o "malê" como "ĥasser", nos quais pode "pendurar" as letras entre as linhas. Mas, se escreveu o "ĥasser" como se fosse "malê", mesmo que haja na página alguns erros, pode consertar, pois só tem que raspar o local, sem que necessite "pendurar" as letras.
14 É pemitido escrever a Torá por cada uma de suas divisões em separado, sem que tenham a santidade de um sêfer Torá completo. Mas, não pode escrever um rolo separado no qual hajam porções da Torá. Nem tampouco escreve-se rolos para criança, para que serem usados como utensílios de aprendizagem. Se, porém, pretende completar a escrita de todo o ĥômech, é permitido. Se escrever o rolo com três palavras em cada linha, é permitido.
15 Permite-se colar a Torá, os Profetas e as Escrituras em um único rolo, deixando entre cada um dos quintos o espaço de quatro linhas, e entre cada um dos profetas um espaço de três, e entre cada um dos profetas dos doze livros três linhas. A ordem dos profetas é esta: Josué, Juízes, Samuel, Reis, Jeremias, Ezequiel, Isaías, e os doze. A ordem das Escrituras, é: Rute, Salmos, Job, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos, Lamentações, Daniel, Ester, Esdras e Crônicas.
16 Todos os escritos sagrados [da Bíblia] é, proibido que sejam escritos sem "sirtut". Mesmo que seja escrito em papel. É, permitido que se escreva tês palavras sem "sirtut". Mais que isto, é proibido.
17 Este rolo no qual estejam escritos o sêfer Torá, Profetas e Escrituras, não tem a santidade de um sêfer Torá, equivalendo-se a um dos livros comuns da Torá [usados para estudo]. A lei concernente ao rolo que trás consigo mais escritos, é equivalente ao que está falto em seus escritos.
Capítulo 8
01 Parachá petuĥá tem duas formas: 1) se terminar a parachá [antecedente] no meio da linha, deve deixar o restante da linha livre, começando a partir do princípio da próxima linha, segundo esta forma: (aperte): Em que caso? em que haja restado espaço equivalente a nove letras. Mas, caso não haja restado senão pouco espaço, ou se terminar no fim da linha, deve deixar a linha seguinte totalmente vazia, sem escrever nela, começando na terceira linha, como esta forma (aperte):
02 Parachá setumá tem três formas: se terminar no meio da linha, deixa espaço conforme a medida, principiando a escrita no final da [mesma] linha a parachá que é setumá, deixando o espaço vazio no meio [entre as duas], como esta forma: (aperte): Se, porém, não restar espaço suficiente para deixar o vazio conforme a medida para escrever no final da linha uma palavra, deixe tudo livre, e comece a escrever a nova linha a partir do meio da linha seguinte, conforme esta forma: (aperte): Se terminar no fim da linha, deixe desde o princípio da linha seguinte conforme a medida, começando a nova parachá a partir do meio da linha, como esta forma (aperte):
Por fim, parachá petuĥá, sempre será seu princípio no começo da linha, e parachá setumá, sempre no meio da linha.
03 Um sêfer Torá que não haja sido corrigido no que concerne a "malê" e "ĥasser", o escrito pode ser consertado, como esclarecemos. Mas se errara no pertinente aos espaços entre os trechos, escrevendo a parachá petuĥá como setumá, ou que interrompera a escrita no espaço, deixando livre o local no qual não há parachá, ou escrevera normalmente sem interrupção no lugar onde deveria deixar espaço vazio na sequência da parachá, ou mudou o formato dos cânticos, tornou o escrito passul, e não há como consertar, senão eximindo toda a página na qual cometera o erro.
04 Por haver percebido grande confusão nos sefarim que vi no que concerne a estas cousas, bem como os ba'alê ha-messorôt que escrevem, publicam e ensinam acerca da "setumôt" e "petuĥôt", em suas discussões acerca destes pormenores, segundo as discussões que encontram-se nos livros, cada qual segundo o livro no qual se firma para tomar sua posição, achei por bem escrever aqui [a lista de] todas as parchiôt da Torá que são setumôt ou petuĥôt, bem como a forma dos cânticos, para que por intermédio delas possam ser consertados todos os sefarim, e possam ser utilizadas para a correção através delas [de novos sefarim a serem escritos].
05 Quanto ao sêfer Torá sobre o qual nos firmamos [para fazer esta lista], é o famoso sêfer do Egito, que conta com os vinte e quatro livros, que encontrava-se em Jerusalém desde há muitos anos, para uso espeífico destinado à correção dos corregidores, sobre o qual todos apoiam-se, por haver sido corregido por ben-Acher, verificando-o por muitos anos, corrigindo através dele toda cঋpia. Nele apoiei-me para escrever o meu próprio sêfer Torá, segundo a halakhá que nele se faz revelar.
06 No livro Berechit:
éäé ø÷éò, é÷åå äîéí, éäé îàøú, éùøöå äîéí, úåöà äàøõ, åéëìå, àìä úåìãåú äùîéí - são todas elas petuĥôt, e são sete parchiôt.
àì äàùä àîø, åìàãí àîø - ambas são setumôt.
åéàîø ä' àìäéí - petuĥá.
åäàãí éãò, æä ñôø, åéçé ùú, åéçé àðåù, åéçé ÷éðï, åéçé îäììàì, åéçé éøã, åéçé çðåê, åéçé îúåùìç, åéçé ìîê, åéçé ðç - onze parchiôt, todas elas setumôt.
åéøà ä', àìä úåìãú ðç - são ambas petuĥôt.
åéàîø àìäéí ìðç, åéãáø àìäéí àì ðç, åéàîø àìäéí àì ðç - as três são setumôt.
åéäéå áðé ðç, åàìä úåìãú áðé ðç - são ambas petuĥôt.
åëðòï éìã, åìùí éìã - ambas são setumôt.
åéäé ëì äàøõ, àìä úåìãú ùí - ambas são petuĥôt.
åàøôëùã çé, åùìç çé, åéçé òáø, åéçé ôìâ, åéçé øòå, åéçé ùøåâ, åéçé ðçåø, åéçé úøç - são todas setumôt, e são oito parchiôt.
åéàîø ä' àì àáøí, åéäé øòá, åéäé áéîé àîøôì - as três são petuĥôt.
àçø äãáøéí, åùøé àùú àáøí, åéäé àáøí, åéàîø àìäéí àì àáøäí - as quatro são setumôt.
åéøà àìéå - petuĥá.
åéñò îùí, åä' ô÷ã - ambas setumôt.
åéäé áòú ääåà, åéäé àçø, åéäé àçøé äãáøéí, åéäéå çéé ùøä - as quatro são petuĥôt.
åàáøäí æ÷ï - setumá.
åéäé òùå, åéäé ëé æ÷ï éöç÷, åéöà éò÷á - as três petuĥôt.
åéùìç éò÷á - petuĥá.
åéáà éò÷á, åúöà ãéðä - ambas setumôt.
åéàîø àìäéí, åéøà àìäéí, åéäéå áðé éò÷á, åàìä úìãåú òùå - as quatro, petuĥôt.
àìä áðé ùòéø - setumá.
åàìä äîìëéí, åéùá éò÷á, åéäé áòú - as três são petuĥôt.
åéåñó äåøã îöøéîä, - setumá.
åéäé àçø äãáøéí, åéäé î÷õ - ambas são petuĥôt.
åéâù àìéå, åàìä ùîåú, åàú éäåãä - são as três setumôt.
åéäé àçøé äãáøéí, åé÷øà éò÷á, ùîòåï åìåé, éäåãä, æáåìï, éùùëø - todas petuĥôt, e são seis.
ãï, âã, îàùø, ðôúìé, áï ôøú éåñó, - são as cinco setumôt.
áðéîéï - petuĥá.
Total das parchiôt petuĥôt: quarenta e três. Total das parchiôt setumôt: quarenta e oito.Em conjunto, noventa e uma parchiôt [no livro Berechit].
07 Livro Veêle Chemôt.
åé÷í îìê çãù, åéìê àéù, åéäé áéîéí äøáéí - as três são petuĥôt.
åîùä äéä øòä - setumá.
åéìê îùä, åéàîø ä' àì àäøï, - ambas são petuĥôt.
åéãáø àìäéí àì îùä - setumá.
åéãáø ä' àì îùä, åéãáø ä' àì îùä åàì àäøï, - são ambas petuĥôt.
àìä øàùé áéú àáúí, åéãáø ä' àì îùä, - ambas são setumôt.
åéàîø ä' àì îùä øàä ðúúéê, åéàîø ä' àì îùä åàì àäøï - ambas são petuĥôt.
åéàîø ä' àì îùä ëáã, åéàîø ä' àì îùä àîø àì àäøï - ambas são setumôt.
åéàîø ä' àì îùä áà - petuĥá.
åéàîø ä' àì îùä àîø àì àäøï, åéàîø ä' àì îùä äùëí - ambas são setumôt.
åéàîø ä' àì îùä áà àì ôøòä, åéàîø ä' àì îùä åàì àäøï - ambas são petuĥôt.
åéàîø ä' àì îùä äùëí - setumá.
åéàîø ä' àì îùä, åéàîø ä' àì îùä áà àì ôøòä - são ambas petuĥôt.
åéàîø ä' àì îùä ðèä éãê - setumá.
åéàîø . . . åéäé çùê, åéàîø . . . òåã ðâò àçã - são ambas petuĥôt.
åéàîø îùä, åéàîø ä' àì îùä, åéàîø ä' àì îùä åàì àäøï - as três são setumôt.
åé÷øà îùä - petuĥá.
åéäé áçöé äìéìä - setumá.
åéñòå áðé éùøàì, åéàîø ä' àì îùä åàäøï - ambas são petuĥôt.
åéäé áòöí - setumá.
åéãáø . . . ÷ãù ìé, åäéä ëé éáéàê - são petuĥôt ambas.
åéäé áùìç - setumá.
åéãáø ä' . . . åéùáå åéçðå, åéàîø ä' àì îùä îä úöò÷, åéàîø ä' ðèä àú éãê, àæ éùéø îùä, åú÷ç îøéí - as cinco são petuĥôt.
åéñò îùä, åéáàå àéìîä, åéàîø ä' àì îùä äððé îîèéø - as três são setumôt.
åéãáø ä' àì îùä - petuĥá.
åéàîø ä' àì îùä - setumá.
åéñòå ëì òãú, åéáà òîì÷, åéàîø ä' àì îùä ëúá, åéùîò éúøå, áçãù äùìéùé - são petuĥôt as cinco.
åéãáø àìäéí àú ëì äãáøéí, àðëé, ìà úùà - as três são setumôt.
æëåø - petuĥá.
ëáã ìà úøöç, ìà úðàó, ìà úâðá, ìà úòðä, ìà úçîã, ìà úçîã - todas são setumôt, e são sete.
åëì äòí - petuĥá.
åéàîø ä' àì îùä - setumá.
åàìä äîùôèéí - petuĥá.
åëé éîëø, îëä àéù, åëé éæã, åîëä àáéå åâðá àéù, åî÷ìì àáéå, åëé éøéáï, åëé éëä àéù åëé éðöå àðùéí, åëé éëä àéù - todas são setumôt.
åäï òùø; åëé éâç ùåø - petuĥá.
åëé éôúç, åëé éâó, ëé éâðá àéù ëé éáòø àéù, ëé úöà àù, ëé éúï, ëé éúï àéù, - todas são setumôt, e são sete.
åëé éùàì - petuĥá.
åëé éôúä, îëùôä, æáç ìàìäéí - as três são setumôt.
àí ëñó - petuĥá.
àìäéí ìà ú÷ìì, ìà úùà, ëé úôâò ëé úøàä, ìà úèä - as cinco são setumôt.
äðä àðëé - petuĥá.
ìà úäéä îùëìä - setumá.
åàì îùä àîø - petuĥá.
åéàîø ä' - setumá.
åéãáø ä' - petuĥá.
åòùå àøåï - setumá.
åòùéú ùìçï, åòùéú îðøú - ambas são petuĥôt.
åàú äîùëï - setumá.
åòùéú àú ä÷øùéí - petuĥá.
åòùéú ôøëú, åòùéú àú äîæáç, åòùéú àú çöø äîùëï, åàúä úöåä, åàúä ä÷øá - as cinco são setumôt.
åòùå àú äàôã - petuĥá.
åòùéú îùáöú, åòùéú çùï, åòùéú àú îòéì, åòùéú öéõ, åæä äãáø, åæä àùø úòùä, - todas três são setumôt, e são seis.
åòùéú îæáç, åéãáø ãëé úùà, åéãáø ãåòùéú ëéåø, åéãáø ãáùîéí - as quatro são petuĥôt.
åéàîø ã÷ç ìê ñîéí, åéãáø ãøàä ÷øàúé, - ambas são setumôt.
åéàîø ä' - petuĥá.
åéúï àì îùä - setumá.
åéãáø ãìê øã, åéôï åéøã - ambas são petuĥôt.
åéãáø ãìê òìä - setumá.
åéàîø îùä, åéàîø ä' àì îùä, åéàîø ä' àì îùä ôñì, åéàîø ä' àì îùä ëúá - as quatro são petuĥôt.
åé÷äì îùä - setumá.
åéàîø îùä, åéàîø îùä àì áðé éùøàì - ambas são petuĥôt.
åéòùå ëì çëí ìá ñúåîä; åéòù éøéòú - petuĥá.
åéòù àú ä÷øùéí - setumá.
åéòù áöìàì, åéòù àú äùìçï, åéòù àú äîðøä, åéòù àú îæáç ä÷èøú - as quatro são petuĥôt.
åéòù àú îæáç äòìä, åéòù àú äëéåø, åéòù àú äçöø, àìä ô÷åãé, ëì äæäá - as cinco são setumôt.
åéòù àú äàôã - petuĥá.
åéòùå àú àáðé - setumá.
åéòù àú äçùï, åéòù àú îòéì - são petuĥôt ambas.
åéòùå àú äëúðú ùù, åéòùå àú öéõ, åúëì - as três são setumôt.
åéáéàå àú äîùëï, åéãáø ãáéåí äçãù - são petuĥôt ambas.
åéäé áçãù äøàùåï, åé÷ç, åéúï àú äùìçï, åéùí àú äîðøä, åéùí àú îæáç, åéùí àú îñê, åéùí àú äëéø, åé÷í àú äçöø - todas são setumôt, e são oito.
åéëñ äòðï - petuĥá.
Total das parchiôt petuĥôt sessenta e nove, e as setumôt, noventa e cinco. Total: cento sessenta e quatro parchiôt [no livro Chemôt].
08 Livro Vaiqrá.
åàí îï äöàï - setumá.
åàí îï äòåó - petuĥá.
åðôù ëé ú÷øéá, åëé ú÷øá, åàí îðçä òì äîçáú, åàí îðçú îøçùú, åàí ú÷øéá - são as cinco petuĥôt.
åàí æáç, åàí îï äöàï, åàí òæ, åéãáø, åàí ëì òãú, àùø ðùéà, åàí ðôù, åàí ëáù, åðôù ëé úçèà - são todas petuĥôt, e são nove.
åàí ìà úùéâ, åéãáø ä' - são ambas petuĥôt.
åàí ðôù, åéãáø ãðôù, åéãáø ãöå - são as três petuĥôt.
åæàú úåøú - setumá.
åéãáø ãæä ÷øáï, åéãáø ããáø àì àäøï, åæàú úåøú äàùí, åæàú úåøú æáç, åéãáø ããáø àì áðé éùøàì, åéãáø ã÷ç àú àäøï - são todas elas petuĥôt, e são seis.
åéäé áéåí äùîéðé - setumá.
åéãáø ä' àì àäøï, åéãáø îùä, åéãáø ä' àì îùä - são as ês petuĥôt.
åæä ìëí, åëé éîåú - as duas são setumôt.
åéãáø ãàùä ëé úæøéò, åéãáø ãàãí ëé éäéä, ðâò öøòú, åáùø - são as quatro petuĥôt.
àå áùø - setumá.
åàéù àå àùä - petuĥá.
åàéù àå àùä ëé éäéä áòåø áùøí, åàéù ëé éîøè, åäáâã - as três são setumôt.
åéãáø ãæàú úäéä - petuĥá.
åàí ãì - setumá.
åéãáø ãëé úáàå, åéãáø ããáøå àì áðé éùøàì - são ambas petuĥôt.
åàéù ëé úöà - setumá.
åàùä ëé úäéä - petuĥá.
åàùä ëé éæåá - setumá.
åéãáø ãàçøé îåú, åéãáø ããáø àì àäøï, åéãáø ããáø àì áðé éùøàì - são as três petuĥôt.
àéù àéù, òøåú àáéê, òøåú àùú àáéê, òøåú àçåúê, òøåú áú áðê, òøåú áú àùú, òøåú àçåú àáéê, òøåú àçåú àîê, òøåú àçé àáéê, òøåú ëìúê, òøåú àùú àçéê, òøåú àùä åáúä - as duas são setumôt, e são doze.
åéãáø ããáø àì ëì òãú, åëé úáàå àì - são ambas petuĥôt.
åëé éâåø - setumá.
åéãáø ãàùø éúï îæøòå, åéàîø ä' àì îùä àîø àì äëäðéí - são ambas petuĥôt.
åäëäï äâãåì, åéãáø ããáø àì àäøï - as duas são setumôt.
åéãáø ãåéðæøå, åéãáø ããáø àì àäøï åàì áðéå - são as duas petuĥôt.
åéãáø ãùåø àå ëùá - setumá.
åéãáø ããáø àì áðé éùøàì, àìä îåòãé ä', åéãáø ãëé úáàå àì äàøõ - são as três petuĥôt.
åñôøúí ìëí - setumá.
åéãáø ãáçãù äùáéòé - petuĥá.
åéãáø ãàê áòùåø - setumá.
åéãáø ãáçîùä òùø éåí, åéãáø ãöå àú áðé éùøàì, åì÷çú ñìú - são as três petuĥôt.
åéöà áï àùä - setumá.
åéãáø ãäåöà àú äî÷ìì, åéãáø ãáäø ñéðé - são as duas petuĥôt.
åñôøú ìê, ëé éîåê àçéê, åàéù ëé éîëø, åëé éîåê àçéê åîèä, åëé éîåê àçéê òîê, åëé úùéâ éã - todas são setumôt, e são seis.
àí áç÷úé, åàí ìà úùîòå ìé - são ambas petuĥôt.
åàí áæàú - setumá.
åéãáø ãàéù ëé éôìà - petuĥá.
åàí áäîä - setumá.
A quantidade total das parchiôt petuĥôt: cinquenta e duas; e, das parchiôt setumôt: quarenta e seis. Total de parchiôt no livro Vaiqrá: noventa e oito parchiôt.
09 Livro Bamidbar Sinai.
åéäéå áðé øàåáï - setumá.
ìáðé ùîòåï, ìáðé âã, ìáðé éäåãä, ìáðé éùùëø, ìáðé æáåìï, ìáðé éåñó, ìáðé îðùä, ìáðé áðéîï, ìáðé ãï, ìáðé àùø, áðé ðôúìé, àìä äô÷ãéí, åéãáø ãàê àú îèä ìåé, åéãáø ãàéù òì ãâìå - são todas petuĥôt, e são catorze.
ãâì îçðä øàåáï, åðñò àäì, ãâì îçðä àôøéí, ãâì îçðä ãï - as quatro ão setumôt.
àìä ô÷åãé, åàìä úåìãú, åéãáø ãä÷øá, åéãáø ãåàðé, åéãáø ãô÷ã - as cinco são petuĥôt.
åì÷äú, åéàîø ãô÷ã - ão as duas setumôt.
åéãáø ã÷ç, åéãáø ãðùà, åéãáø ãàì úëøéúå, åéãáø ãðùà - são todas as quatro petuĥôt.
áðé îøøé, åô÷åãé áðé âøùåï - as duas são petuĥôt.
åéãáø ãöå, åéãáø ãàéù àå àùä ëé éòùå, åéãáø ãàéù ëé úùèä, åéãáø ãàéù àå àùä ëé éôìà, åéãáø ããáø àì àäøï, çîùúï ôúåçåú; éáøëê, éàø, éùà, åùîå, åéäé áéåí ëìåú îùä, åéäé äî÷øéá - todas são setumôt, e são seis.
áéåí äùðé, áéåí äùìéùé, áéåí äøáéòé, áéåí äçîéùé, áéåí äùùé, áéåí äùáéòé, áéåí äùîéðé, áéåí äúùéòé, áéåí äòùéøé, áéåí òùúé òùø, áéåí ùðéí òùø, æàú çðëú, åéãáø ãáäòìúê, åéãáø ã÷ç àú äìåéí - são todas petuĥôt, e são catorze.
åéãáø ãæàú àùø ììåéí - setumá.
åéãáø ãåéòùå, åéãáø ãëé éäéä èîà - são ambas petuĥôt.
åáéåí ä÷éí - setumá.
åéãáø ãòùä ìê, åéäé áùðä äùðéú - ambas petuĥôt.
åéàîø îùä ìçáá, åéäé áðñò - todas são setumôt, e são seis.
åéäé äòí ëîúàððéí, åéàîø ãàñôä ìé, åéàîø ãäéã ä' ú÷öø, åúãáø îøéí - são as quatro petuĥôt.
åéàîø ä' ôúàí - setumá.
åéàîø ãåàáéä, åéãáø ãùìç ìê, åéàîø ãòã àðä éðàöðé, åéãáø ãòã îúé, åéãáø ãëé úáàå, åéãáø ãááàëí - são todas petuĥôt, e são seis.
åëé úùâå, åàí ðôù àçú - amba são setumôt.
åéäéå áðé éùøàì - petuĥá.
åéàîø ãîåú éåîú, - setumá.
åéàîø ãåòùå ìäí, åé÷ç ÷øç - são ambas petuĥôt.
åéãáø ãäáãìå, åéãáø ãäòìå, åéãáø ãàîø àì àìòæø - são as três setumôt.
åéìðå, ôúåçä; åéãáø ãäøîå - setumá.
åéãáø ãå÷ç îàúí, åéàîø ãäùá, åéàîøå áðé éùøàì - são as três petuĥôt.
åéàîø ä' àì àäøï - setumá.
åéãáø ä' àì àäøï - petuĥá.
åìáðé ìåé - setumá.
åéãáø ãåàì äìåéí, åéãáø ãæàú ç÷ú, åéáàå áðé éùøàì, åéãáø ã÷ç àú äîèä - as quatro são setumôt.
åéàîø ãéòï ìà äàîðúí, åéùìç îùä - ambas são setumôt.
åéñòå î÷ãù - petuĥá.
åéùîò äëðòðé - setumá.
åéñòå îäø ääø - petuĥá.
àæ éùéø - setumá.
åéùìç éùøàì, - petuĥá.
åéøà áì÷ - setumá.
åéùá éùøàì, åéãáø ãôéðçñ, åéãáø ãöøåø, åéàîø ä' - são as quatro petuĥôt.
áðé ùîòåï, áðé âã, áðé éäåãä, áðé éùùëø, áðé æáåìï, áðé éåñó, àìä áðé àôøéí, áðé áðéîï, àìä áðé ãï, áðé àùø, áðé ðôúìé - todas são setumôt, e são onze.
åéãáø ä' - petuĥá.
åàìä ô÷åãé äìåé, åú÷øáðä - as duas são setumôt.
åéàîø ãëï áðåú öìôçã, åéàîø ãòìä - são ambas petuĥôt.
åéãáø îùä - setumá.
åéãáø ãöå, åáéåí äùáú, åáøàùé çãùéëí, - são as três petuĥôt.
åáçãù äøàùåï, åáéåí äáëåøéí - as duas são setumôt.
åáçãù äùáéòé - petuĥá.
åáòùåø, åáçîùä òùø, åáéåí äùðé, åáéåí äùìéùé, åáéåí äøáéòé, åáéåí äçîéùé, åáéåí äùùé, åáéåí äùáéòé, áéåí äùîéðé - são todas petuĥôt, e são nove.
åéãáø îùä, åéãáø ä' - são as duas petuĥôt.
åéöàå îùä åàìòæø, åéàîø àìòæø, åéàîø ãùà - as três são setumôt.
åî÷ðä øá - petuĥá.
åéàîøå àí îöàðå, åéâùå àìéå - as duas são setumôt.
åéàîø àìéäí îùä, àìä îñòé - são ambas petuĥôt.
åéùîò äëðòðé, åéãáø ãáòøáú - ambas são setumôt.
åéãáø ãöå àú áðé éùøàì, åéãáø ãàìä ùîåú äàðùéí, åéãáø ãáòøáú îåàá, åéãáø ããáø àì áðé éùøàì, åé÷øáå øàùé - são as cinco petuĥôt,.
Total de parchiôt petuĥôt - noventa e duas; parchiôt setumôt, sessenta e seis.
Geral: cento cinquenta e oito parchiôt no livro Bamidbar.
10 Livro Devarim
åéàîø ä' àìé, åðôï åðòáø, åéãáø ä', åéàîø ä' àìé øàä, åàúçðï, - as cinco são setumôt.
åòúä éùøàì, ëé úåìéã áðéí, àæ éáãéì, åé÷øà îùä, - as quatro são petuĥôt.
àðëé, ìà úùà, ùîåø, ëáã, ìà úøöç, åìà úðàó, åìà úâðá, åìà úòðä, åìà úçîã, åìà úúàåä, àú äãáøéí, - são todas setumĥôt, e são onze.
ùîò éùøàì, - petuĥá.
åäéä ëé éáéàê, ìà úðñå, ëé éùàìê áðê, ëé éáéàê, - as quatro são setumôt.
åäéä ò÷á, - petuĥá.
ëé úàîø, - setumá.
ëì äîöåä, åäéä àí ùëç úùëç, ùîò éùøàì, áòú ääåà, åòúä éùøàì, - as cinco são petuĥôt.
ëé äàøõ, åäéä àí ùîò, ëé àí ùîø úùîøåï, øàä àðëé, åäéä ëé éáéàê, ëé éøçéá, ëé éëøéú, ëåìï ñúåîåú, åäï ùáò; ëé é÷åí, - petuĥá.
ëé éñéúê, ëé úùîò, áðéí àúí, ìà úàëì, àú æä úàëìå, ëì öôåø èäøä, - são todas setumôt, e são seis.
òùø úòùø, - petuĥá.
î÷öä ùìù ùðéí, î÷õ ùáò ùðéí, ëé éäéä áê àáéåï, ëé éîëø ìê, - as quatro são setumôt.
ëì äáëåø, ùîåø àú çãù, - as duas são setumôt.
ùáòä ùáòú, - setumá.
çâ äñëú, - petuĥá.
ùôèéí åùèøéí, ìà úèò ìê, ìà úæáç, ëé éîöà á÷øáê, - as quatro são setumôt.
ëé éôìà, - petuĥá.
ëé úáà, ìà éäéä ìëäðéí, åæä éäéä, åëé éáà äìåé, ëé àúä áà, ëé éëøéú, - são todas setumôt, e são seis.
åëé éäéä àéù, ôúåçä; ìà úñéâ, ìà é÷åí òã, ëé úöà ìîìçîä, ëé ú÷øá àì òéø, ëé úöåø, - as cinco são setumôt.
ëé éîöà çìì, - petuĥá.
ëé úöà ìîìçîä, ëé úäééï ìàéù, ëé éäéä ìàéù, åëé éäéä áàéù, ìà úøàä àú ùåø, ìà úøàä àú çîåø, ìà éäéä ëìé âáø, - são todas setumôt, e são sete.
ëé é÷øà, - petuĥá.
ëé úáðä, ìà úçøù, âãìéí, ëé é÷ç àéù, åàí àîú äéä, ëé éîöà àéù, ëé éäéä ðòø áúåìä, åàí áùãä éîöà, ëé éîöà, ìà é÷ç àéù, ìà éáà ôöåò, ìà éáà îîæø, ìà éáà òîåðé, ìà úúòá àãîé, ëé úöà îçðä, ìà úñâéø, ìà úäéä ÷ãùä, ìà úùéê, ëé úãø ðãø, ëé úáà áëøí, ëé úáà á÷îú, ëé é÷ç àéù àùä, ëé é÷ç àéù àùä çãùä, ëé éîöà, äùîø áðâò äöøòú, ëé úùä áøòê, ìà úòù÷ ùëéø òðé, ìà éåîúå àáåú, ìà úèä, ëé ú÷öø, ëé úçáè, ëé éäéä øéá, ëé éùáå àçéí, ëé éðöå àðùéí, ìà éäéä ìê áëéñê, - são todas setumôt, e são trinta e cinco.
æëåø àú àùø òùä, åäéä ëé úáåà, - ambas são setumôt.
ëé úëìä ìòùø, äéåí äæä, - as duas são setumôt.
åéöå îùä åæ÷ðé éùøàì, - petuĥá.
åéãáø îùä, åéöå îùä àú äòí, àøåø äàéù àùø éòùä ôñì, àøåø î÷ìä, àøåø îñéâ, àøåø îùâä, àøåø îèä, àøåø ùëá òí ëì áäîä, àøåø ùëá òí àçúå, àøåø ùëá òí çúðúå, àøåø îëä, àøåø ì÷ç ùçã, àøåø àùø ìà é÷éí, - são todas setumôt, e são treze.
åäéä àí ìà úùîò, - são ambas petuĥôt.
àìä ãáøé äáøéú, - setumá.
åé÷øà îùä, àúí ðöáéí, - são ambas petuĥôt.
åäéä ëé éáàå, ëé äîöåä, øàä ðúúé, - as três são setumôt.
åéìê îùä, - petuĥá.
åé÷øà îùä, - setumá.
åéàîø ä' àì îùä äï, äàæéðå äùîéí, åéáà îùä, åéãáø ä' àì îùä áòöí, åæàú äáøëä, - as cinco são petuĥôt. åæàú ìéäåãä, - setumá.
åììåé, ôúåçä; ìáðéîï, åìéåñó, åìæáåìï, åìâã, åìãï, åìàùø, åéòì îùä, - são todas setumôt, e são sete.
Total de parchiôt petuĥôt neste livro: trinta e quatro.
Total de parchiôt setumôt: cento vinte e quatro.
Total geral: cento e cinquenta e oito.
Total geral de parchiôt petuĥôt de toda a Torá: duzentas e noventa.
Total geral de parchiôt setumôt de toda a Torá: trezentos e setenta e nove.
Total geral de parchiôt em toda a Torá: seiscentos e sessenta e nove.
11 O formato do cântico Haazinu [é assim]: Cada linha, em seu meio há um espaço vazio, semelhante à parachá setumá. E, cada linha é dividida em duas, sendo o cântico escrito em trinta e sete linhas. São estas as palavras que vêm no princípio de cada linha:
äàæéðå, éòøó, ëùòéøí, ëé, äöåø, àì, ùçú, ä_ìä', äìåà, æëø, áäðçì, éöá, ëé, éîöàäå, éñááðäå, ëðùø, ä', éøëáäå, åéð÷äå, çîàú, áðé, åãí, ùîðú, åéðáì, áúåòáú, àìäéí, ìà, åúùëç, îëòñ, àøàä, áðéí, ëòñåðé, áâåé, åúé÷ã, åúìäè, çöé, å÷èá, òí, âí, àùáéúä, ôï, åìà, åàéï, éáéðå, åùðéí, åä', åàéáéðå, åîùãîú, àùëìú, åøàù, çúåí, ìòú, åçù, åòì, åàôñ, öåø, éùúå, éäé, åàéï, îçöúé, ëé, àí, àùéá, àùëéø, îãí, äøðéðå, åð÷í. E, estas são as palavras que vêm no princípio de cada linha última, que acham-se centralizadas na página:
åúùîò, úæì, åëøáéáéí, äáå, ëé, öãé÷, ãåø, òí, äåà, ùàì, áäôøéãå, ìîñôø, éò÷á, åáúäå, éöøðäå, éôøù, åàéï, åéàëì, åùîï, òí, òí, åéùîï, åéèù, é÷ðàäå, éæáçå, çãùéí, öåø, åéøà, åéàîø, ëé, äí, åàðé, ëé, åúàëì, àñôä, îæé, åùï, îçåõ, àîøúé, ìåìé, ôï, ëé, ìå, àéëä, àí, ëé, ëé, òðáîå, çîú, äìà, ìé, ëé, ëé, ëé, åàîø, àùø, é÷åîå, øàå, àðé, åàéï, åàîøúé, åúàçæ, åìîùðàé, åçøáé, îøàù, ëé, åëôø.
12 Chirat ha-Iam - (Ex 15:1-19) é escrita em trinta linhas: a primeira, normal. Quanto às demais, umas, deixa-se entre elas um espaço; outras, deixa-se o espaço em dois lugares. (Clique para ver a foto com o formato de Chirat ha-Iam)
13 Toda a Torá - tanto nos cânticos como nos demais escritos, esforce-se para que cada letra esteja junta à outra, e que não se ligue uma à outra, nem se distancie dela, para não se veja a palavra como se fossem duas, estando a distância de uma letra para a outra como a espessura de um fio de cabelo. E, se distanciar uma letra de outra para que não pareçam ser como uma só palavra para um menino que não é prático em leitura, mais que um fio de cabelo, está o sêfer inválido, até que seja consertado.
Capítulo 9
01 Não se faz o sêfer Torá seu comprimento a mais que seu contorno, nem seu contorno mais que seu comprimento. Qual é seu comprimento? - seis tefaĥim no gevil, que são vinte e quatro dedos segundo a medida da largura do polegar. em qelaf, ou menos [que isto], ou mais, desde que esteja seu comprimento equiparado a seu contorno. Assim também, se fizer no gevil menos que seis, ediminuir a [forma de] escrita - ou mais que seis, aumentando a [forma da] escrita, para que esteja o contorno igual ao comprimento - estará feito de acordo com a mitsvá.
02 A medida do espaço vazio na parte inferior da página, é de quatro dedos. Acima, três dedos. Entre uma e outra página, dois dedos. Portanto, é necessário que deixe livre no princípio e no final de cada ieri'á a largura de um dedo e o suficiente para a costura, para que quando for costurada a ieriá, esteja entre cada página em todo o sêfer dois dedos, deixando o suficiente para enrolar uma coluna [escrita] no princípio e no final do rolo. Todas estas medidas, são por mitsvá: se aumentar ou diminuir deles, não invalidou o sêfer Torá
03 Como fará a pessoa para que seja o comprimento e o contorno do sêfer iguais? - ao principiar a fazer o sêfer, deve fazer quadrada cada folha, para que sejam iguais todos os lados, sendo a largura de cada página seis tefaĥim, medida-padrão para todas as demais. Em seguida, deverá enrolar as peles, fazendo delas um volume bem apertado. Aumenta sempre as peles e aperta-as, para que esteja o contorno seis tefaĥim, que é a largura da pele. A medida é feita com um fio de carmesim, que é envolto em torno do volume [de peles].
04 Em seguida, deve preparar uma vareta cujo comprimento seja de quarenta a cinquenta dedos, e dividir um dos "dedos" da vareta em dois, em três e em quatro partes de um "dedo", para que tenha a contagem de meio dedo, de um quarto de um dedo, e assim por diante nesta divisão. E, meça cada pele com essa vareta, até saber quantos dedos estão contidos em cada pele, para saber quantos dedos há por todo o volume [do sêfer].
05 Depois disto, tome para si outras peles, duas ou três, para verificar nelas o tamanho a ser usado para as letras. Escreverá nelas uma página. E sabe-se que o comprimento de uma página é dezessete dedos, pois deve deixar três dedos como espaço livre acima, e quatro dedos abaixo. Porém, a largura da página é segundo a escrita, se fina ou grossa. Igualmente, o número de linhas na página deverá vir segundo a escrita, sendo deixado entre as linhas o espaço suficiente para que escreva se um linha.
06 Após escrever a página que usará como modelo, deve medir a largura da página com a vareta, pela medida de dedos, acrescentando a cada página dois dedos [que é a distância de separação] entre cada página, calculando quantas páginas formarão o volume por aquele mesmo estilo de escrita através da qual efetuara a verificação, sabendo assim qual a quantidade de páginas [contida no volume do sêfer], concluindo assim o cálculo das páginas. E veja quanto foi escrito nessa página-padrão de toda a Torá, e calcule aproximadamente de acordo com o sêfer do qual copia. E, calcula: se toda a Torá coincide com o número de páginas, esta escrita deve ser o usado para o volume. Se do cálculo o resultado é que as páginas sejam mais em número do que a Torá, aumente no estilo das letras, até que se diminua o número de páginas, verificando através da escrita de outra página. Se o resultado do cáculo for que o rolo da Torá é maior que o número de páginas, diminua no tamanho das letras, até aumentar o número de páginas, verificando em outra página. Assim, página após página, até que alcance uma equivalência entre ambos.
07 Após saber exatamente qual a largura das páginas e qual o tamanho das letras [segundo o qual deve escrever], comece a escrever no volume. E deve dividir cada pele em páginas, página por página por sirtut, de acordo com a largura da página usada como modelo, segundo o cálculo. Se por acaso restar da pele três dedos ou quatro a mais que a última página da ieri'á, deixa dessa página a largura de um dedo e o suficiente para a costura, e pode recortar o restante sem se preocupar, pois ao final juntar-se-ão mais peles ao volume que enrolara, segundo os aumentos que recortara de cada pele, pelo que não precisa calcular isto, já que a escrita conduzí-lo-á de acordo com o número de páginas.
08 Semelhantemente, o que deseja fazer a largura do sêfer mais que seis, ou menos que seis: de acordo com este mesmo sistema deverá calcular para que obtenha o comprimento equivalente ao contorno, sem mais nem menos. E isto, se não errar no cálculo.
09 A "largura do dedo" dita em todas estas medidas e em todos as demais medidas da Torá, que é o mediano, já ajustamos seu valor, e concluímos que equivale a sete grãos de cevada colocadas uma ao lado da outra, bem juntas, e equivalem ao comprimento de dois grãos de cevada, sem que estejam juntos. Quanto a todo têfaĥ trazido em todo lugar, equivale à largura de quatro desses dedos, e a amá, seis tefaĥim. (*)
10 O sêfer Torá que eu escrevi tem cada uma das páginas, por largura, quatro dedos. Quanto Chirat ha-Iam e a Chirat Haazinu, a largura das páginas de cada uma delas é de seis dedos. Quanto à quantidade das linhas em cada página, cinquenta e uma. A quantidade de páginas de todo o sêfer, duzentas e vinte e seis. O comprimento do rolo, mil, trezentos e sessenta e seis dedos, aproximadamente.
11 Esses seis dedos que saem a mais nos cálculos, servem para a margem do princípio do sêfer e de seu fim. Quanto às peles sobre as quais escrevemos, eram peles de cervo. Quando quiser escrever segundo estas medidas, ou segundo medidas aproximadas a estas, se por acaso eximir uma, duas ou três páginas, ou acrescentar uma, duas ou três páginas, não se cansará, nem precisará cálculo, senão terá imediatamente ao terminá-lo o comprimento equivalente ao contorno.
12 Não se faz em uma mesma ieri'á menos que três páginas, nem mais que oito. Se lhe sobrevir uma ieri'á de nove páginas, deve dividir: quatro páginas em uma, cinco em outra. Em que casos? no princípio do sêfer, ou em seu meio; mas, no fim do sêfer, até mesmo um verso único pode ser feito em uma única página, ligando-a às demais ieri'ôt.
13 A costura das ieriôt não pode ser feita senão com [fios fabricados de] tendões de animais puros, mesmo nevelôt e terefôt, assim como costura-se [as caixinhas dos] tefilin. Isto é halakhá le-Mochê mi-Sinai. Portanto, se costurar com outra coisa que não seja tendões, ou com tendões de animais impuros, fê-lo passul, até que retire-os, e costure conforme a halakhá.
14 A costura das ieri'ôt não se faz por toda a ieri'á, de seu começo até seu final: deve-se deixar um pouco acima e um pouco abaixo sem costura, para que não se rasgue a ieri'á em seu meio, quando enrolar [o rolo da Torá]. Deve fazer para o sêfer Torá duas colunas de madeira, um [colocará] em seu princípio, outro em seu final. Costura-se a pele que sobra bo começo e no fim sobre as colunas com [fios feitos de] tendões, para que possa ser o sêfer Torá enrolado sobre elas. É preciso distanciar entre a coluna de madeira e a escrita da página. (Clique para ver as colunas sobre as quais se prende o sêfer Torá.)
15 Sêfer Torá no qual haja-se rasgado uma ieri'á, se o rasgo foi dentro de duas linhas, pode costurar; se de três, não. Em que caso? no caso de um sêfer Torá envelhecido, no qual já não se reconheça a afatsá. Mas, caso o gevil possa ser reconhecido como trabalhado com afatsá, pode costurar mesmo um rasgo que atinja três linhas. E assim, entre cada página, e entre cada palavra, também pode costurar. Todos os [tipos de] rasgos não podem ser costurados senão com tendões como os usados para costurar as ieri'ôt umas às outras. Em todos os rasgos, deve cuidar que não haja desfeito nenhuma letra, ou mudado sua forma.
Capítulo 10
01 Assim, aprende-se que são vinte as coisas que cada uma delas pode causar a invalidade de um sêfer Torá, e este não pode ser lido em público: 1) se foi escrito sobre pele de animais impuros;2) se foi escrito sobre pele de animal puro que não foi trabalhada;3) se foi o trabalho da pele não designado a que fosse sêfer Torá;4) se foi sua escrita não onde devia haver sido efetuada: em gevil no local onde era a carne, ou no qelaf no local onde antes era o pelo;5) se foi escrito parte sobre o gevil, parte sobre o dokhsostos;6) se foi escrito em dokhsostos;7) se foi escrito sem sirtut;8) se foi escrito com tinta preta que não subsiste;9) se foi escrito em outras línguas [e não em hebraico];10) se foi escrito por um gentio, ou similar a ele entre os pessulim;11) se escrever os Nomes de Deus sem intenção prévia [em sua santificação];12) se for falto mesmo de uma única letra;13) se houver a mais mesmo uma única letra (cp 7:17); 14) se uma letra toca em sua vizinha;15) se houver nele uma letra cuja forma foi desfeita, sendo impossível seu reconhecimento, ou tornara-se a letra parecida com outra letra qualquer, seja na escrita em si, seja em caso de orifício [causado na pele], ou de rasgo, ou falta de clareza [por qualquer motivo];16) se distanciar ou aproximar demasiadamente entre uma letra e sua próxima, fazendo com que se pareça uma palavra a duas, ou duas a uma; 17) se mudar a forma das parchiôt;18) se mudar a forma dos cânticos;19) se escrever com a forma de cântico em todo outro trecho da Torá [que não seja cântico];20) se costurar as folhas com fios de tendões de animais que não são permitidos;Todas as demais coisas são por mitsvá, e não impedem [que o sêfer esteja cacher].
02 Sêfer Torá cacher costuma-se agir a seu respeito com grande santidade, e com muitíssimo respeito. É proibido que se venda um sêfer Torá, mesmo que não tenha o que comer, e mesmo que tenha muitos sefarim, e mesmo que queira vender um sêfer Torá velho para comprar um novo. Não se vende um sêfer Torá jamais, a não ser por duas coisas: para estudar Torá usando seu valor, ou para tomar para si uma esposa por seu valor. E isto, somente se não tiver outra coisa para vender.
03 Sêfer Torá que se envelhecera demasiadamente, ou que se danificara a ponto de tornar-se passul, é depositado em vaso de argila, e sepultado ao lado de sábios da Torá. Esta é sua genizá. Quanto aos lenços de sifrê Torá que envelheceram, faz-se deles indumentos funerários para o morto que não tem quem o enterre, e esta é sua genizá. Esta é sua genizá.
04 O invólucro feito para que o sêfer Torá seja nele guardado, bem como os lenços, a arca ou a torre onde coloca-se o sêfer Torá, mesmo que esteja dentro de seu invólucro - assim como a cadeira preparada para que sobre ela se coloque o sêfer Torá, e haja sido colocado sobre ela - todos são "tachmicê qeduchá", e é proibido lançá-los fora: quando envelhecerem ou se quebrarem, devem ser colocados em genizá. Mas as "bimôt" sobre as quais se coloca de pé ao ler o sêfer Torá, e as lousas sobre as quais escreve-se para que aprenda a criança, não há nelas santidade, e o mesmo com respeito aos "rimonim" de prata e ouro, e similares, que fazem para enfeitar com eles os sifrê Torá, são "tachmichê qeduchá", sendo proibido que sejam tirados para uso profano, a não ser no caso de os haver vendido para que possa comprar com seu valor um sêfer Torá ou um ĥumach.
05 É permitido que se coloque um sêfer Torá sobre outro, e nem é necessário dizer que é permitido que sejam colocados sobre ĥumachim. E pode-se colocar ĥumachim sobre rolos de Profetas e Escrituras, mas não se coloca Profetas e Escrituras sobre ĥumachim nem ĥumachim sobre sêfer Torá. Quanto aos escritos sagrados em geral, mesmo halakhôt e hagadôt - é poibido lançá-las fora. Os qemi'in nos quais hajam sido escritos assuntos oriundos de escritos sagrados, não pode-se entrar com eles ao recinto sanitário, a não ser no caso de ser recoberto por pele.
06 Não tome uma pessoa um sêfer Torá em sua mão e entre no recinto de banhos, ou no recinto sanitário, ou no cemitério, mesmo que este esteja enrolado em seus lenços e envoltos em seu invólucro. Não leia nele, até distanciar-se do túmulo quatro côvados, ou do morto, ou do recinto sanitário. Não segure um sêfer Torá estando desnudado. E, é proibido sentar sobre uma cama na qual haja um sêfer Torá.
07 O quarto no qual haja um sêfer Torá, está proibido nele o relacionamento sexual, até tirá-lo, ou colocá-lo dentro de um utensílio, e este em outro que não é o seu próprio. Ou, até que levante uma parede provisória cuja altura seja dez tefaĥim, caso não disponha de outro cômodo. Todavia, se dispõe de outro cômodo, é proibido o relacionamento sexual, até que o transfira.
08 Todos os impuros, mesmo as nidôt, e mesmo os gentios, são permitidos de segurar o sêfer Torá e ler nele, pois as palavras da Torá não podem ser atingidas pela impureza. Esta permissividade refere-se ao caso de que as mãos não se achem imundas, ou sujas de lama. Devem antes lavar as mãos, e após isto, podem tocá-lo.
09 Todo o que vê um sêfer Torá ao andar, deve parar e estar de pé perante ele. Todos devem levantar-se, até que pare este que porta o sêfer Torá ao levá-lo a seu lugar, ou até que desapareça de diante de seus olhos. Então, estão permitidos de sentar-se.
10 É mitsvá preparar um local especial para o sêfer Torá, conduzindo-se respeitosamente para com tal lugar e honrando aquele lugar demasiadamente. Os pormenores que acham-se nas Tábuas do pacto são os mesmos que se acham em cada sêfer Torá.
11 Não cuspa perante o sêfer Torá, nem se descubra perante ele [sexualmente]. Não estire suas pernas perante ele, e ão o coloque sobre sua cabeça como uma carga, nem dê-lhe as costas, senão no caso em que este se ache acima de si dez tefaĥim.
12 Ao andar de um local para outro, levando consigo um sêfer Torá, não o deposite dentro de um saco, colocando-o sobre o lombo do burro e monte sobre ele. Se, porém, temer os ladrões, é permitido. Caso não haja ali motivo de temor, deve colocá-lo junto a si, junto a seu coração, estando montado sobre sua montaria, e assim viajar.
13 Todo o que se assenta perante um sêfer Torá, deve estar respeitoso, conduzindo-se temerosamente e com medo, pois este é uma testemunha fiel sobre cada pessoa no mundo, pelo que está escrito: "...ali esteja por testemunha contra vós!" Dt 31:26. Deve [cada pessoa] honrá-lo conforme seu poder. Disseram os Sábios da antiguidade: " - Todo o que profana a Torá, seu corpo será profanado pelos demais; todo o que honra a Torá, seu corpo será respeitado pelas pessoas!"

 
.... - .. ., .