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Monte do Templo

Começou Salomão a edificar a Casa do Senhor em Jerusalém, no Monte Moriá, onde o Senhor aparecera a David, seu pai, lugar que David tinha designado na eira de Araúna, o jebuseu."(II Crônicas 3:1) O Monte do Templo (em hebraico: Har Habait; em árabe: Haram esh-Sharif, o Nobre Santuário), local do Primeiro e do Segundo Templo, é identificado tanto na tradição judaica quanto na muçulmana como o Monte Moriá, onde Abrahão ofereceu seu filho Isaac em sacrifício (Gênesis 22:1-18; Alcorão, Surata Al-Safat 37:102-110). Aqui o Rei Salomão construiu o Primeiro Templo, há quase 3.000 anos atrás. Este foi destruído pelos babilônios em 586 a.C.. 70 anos depois, porém, os judeus que retornaram do exílio construíram o Segundo Templo no mesmo sítio. O Rei Herodes o reformou, transformando-o num edifício imponente. Na tradição muçulmana, o local é conhecido como "o mais remoto santuário" (em árabe: masjid al-aksa) de onde o Profeta Maomé, acompanhado pelo Anjo Gabriel, fez a Viagem Notur...

22 Forças de Eloim.

Três matrizes, sete duplicações, doze simples. São esculpidas pela voz. Só retrocedem até a unidade que cria diante da qual não há segundo, não há dois. O círculo que as contém pode ser virado e aí se torna seu contrário pela intromissão do In. Por isso Ele as fez pesadas. E os filhos recriaram o dom. O mundo, o ano, o sono. Depois disso começaram as correspondências, braços do universo e as doze arestas do cubo tornaram-se analogia dividida. Mérito e demérito. Quietude e oscilação e : Paz e desgraça. Sabedoria e ignorância. Cultura e deserto. Cólera contra o fígado Riso contra o baço. Pensamento contra o coração. En-Sofh Por esta pronúncia pode ser alcançado e será teu fim e será teu início. Porque o incompleto só começa quando termina. Por este meio nasceu. E tu que és ternário: O duodenário é composto de partes opostas, três amigos, três inimigos, três vivificam, três matam, três florescem, três corrompem. A face do justo se aproxima a do ímpio se afasta. Até que venha o inefável e ...

Rabi Hilel [ הלל ]

Se eu não sou para mim mesmo, que será de mim? Se eu for só por mim, que sou eu? E se não agora, quando? Rabino Hillel Inscrição gravada em grego em sinagoga anterior à destruição do Templo. Hilel era reverenciado como verdadeiro líder espiritual e religioso. O rei Herodes não teve outra escolha senão aceitar a autoridade religiosa do Sanhedrin, reconhecer o prestígio de Hilel e respeitar o controle que este exercia sobre a vida religiosa. O sábio que era puro amor, humanismo e bondade, infinita paciência e profunda humildade. Na Terra de Israel, no último meio século que antecedeu a Era Comum, houve uma grande disseminação da Lei Oral, que tornou os eruditos da Mishná os verdadeiros líderes do povo, embora a autoridade política e o alto sacerdócio se encontrassem em outras mãos. Estes sábios são os Tanaim. Taná, em aramaico, significa aquele que estuda, repetindo e transmitindo os ensinamentos de seus mestres. O período dos Tanaim fo...

Rabi Akiva

Akiva, filho de José, trabalhava para Kalba Savua, um dos homens mais ricos de Jerusalém, conhecido por sua generosidade. Rachel, sua bela filha, tomou-se de amores por Akiva, prometendo tornar-se mulher dele se ele concordasse em dedicar sua vida ao estudo da Torá. Mas, além de pobre, ele, aos 40 anos, era analfabeto. Certo dia, Akiva percebeu que as gotas d'água que caíam sobre uma pedra conseguiam perfurá-la. E lhe ocorreu um pensamento: "Se a água, que é tão mole, pode furar uma pedra dura, as palavras da Torá - que são tão concretas - certamente poderão deixar sua marca em meu coração sensível". Concorda, então, com a exigência de Rachel e os dois se casam. Kalba Savua, horrorizado com a escolha da filha, a rejeita e faz votos de deserdá-la. E, assim, acompanhado de sua dedicada esposa, que deixara para trás uma vida de luxo para estar a seu lado, Akiva começa a estudar a Torá cercado da mais cruel pobreza. O casal se mantinha juntando toras de madeira que Akiva, em ...

O Mês de Nissan

Nissan é o primeiro dos doze meses do calendário judaico. O primeiro mandamento dado à recém-nascida nação de Israel antes do Êxodo do Egito foi: "Este mês [Nissan] será para vós o primeiro dos meses (Shemot 12:2). Nissan começa, especificamente, o "período" (tekufá) da primavera. Os três meses desta tekufá – Nissan, Iyar, Sivan – correspondem às três tribos do acampamento de Yehuda – Yehuda, Issachar, Zebulun – que se situavam a leste). Na Torá, Nissan é chamado de "mês da primavera" (chodesh ha'aviv). Além disso, Nissan dá início aos seis meses de verão, que correspondem aos seis níveis de "luz direta" (no Divino serviço – "despertar do acima"). Há uma alusão a isso no nome aviv, que começa com as duas letras alef e beit, na ordem "direta" ou "reta" do alef-beit. Refere-se a Nissan como "o mês da redenção". Segundo a opinião aceita de Nossos Sábios: "Em Nissan nossos antepassados foram redimidos do Eg...

Oskar Schindler

Oskar Schindler (Zwittau-Brinnlitz, 28 de Abril de 1908 — Hildesheim, 9 de Outubro de 1974) foi um empresário alemão sudeto célebre por ter salvo 1.200 trabalhadores judeus do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial. -----------------------Oskar Schindler e Emilie em 1946.-------- Vida Tornou-se membro do Partido Nazista após a anexação dos Sudetos em 1938. No início da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para a Polônia a fim de ganhar dinheiro aproveitando-se da situação. Em Cracóvia, abre uma fábrica de utensílios esmaltados, onde passa a empregar trabalhadores judeus. A origem destes trabalhadores era o Gueto de Cracóvia, local onde todos os judeus da cidade foram confinados. Em março de 1943, o gueto foi desativado e os moradores que não foram executados no local foram enviados para o campo de concentração de Plaszow. Os operários de Schindler trabalhavam o dia todo em sua fábrica e à noite voltavam para Plaszow. Quando, em 1944, os administradores de Plaszow receberam ordens d...

Mezuza

Hoje em dia, e sempre, a mezuzá, uma mitsvá que tem acompanhado o povo judeu ao longo dos anos, mais do que nunca constitui o sinal de que nesta residência ou estabelecimento se encontra um judeu, e em sua porta sua maior proteção: D'us. "Mezuzá" é a palavra hebraica para designar umbral. Consiste em um pequeno rolo de pergaminho (klaf) que contém duas passagens bíblicas, manuscritas, "Shemá" e "Vehaiá". A mezuzá que deve ser afixada no umbral direito da porta de cada dependência de um lar ou estabelecimento judaico, obedece ao seguinte mandamento da Torá: "Escreve-las-ás nos umbrais de tua casa, e em teus portões" (Deuteronômio VI:9, XI:20) Rolo do mezuzá A mezuzá tem uma função semelhante à do capacete. Ao usá-lo, um possível acidente é evitado ou amenizado. Do mesmo modo, quando é casher, a mezuzá tem o poder de proteger os moradores da casa e evitar infortúnios. É no conteúdo, guardado em seu interior, que reside o verdadeiro valor da m...